Nesta quinta-feira (5), será finalizado o interrogatório dos réus envolvidos na morte de Genivaldo de Jesus, que ocorreu no município de Umbaúba. O Tribunal do Júri, que está em seu 10º dia, ocorre no Fórum Ministro Heitor de Souza, em Estância.

O primeiro réu, o ex-policial rodoviário federal William Barros Noia, foi ouvido, na última quarta-feira (5). Já hoje ocorreram os interrogatórios dos outros dois ex-agentes, o Paulo Rodolpho, que iniciou por volta das 9h da manhã e, em seguida, começou o depoimento de Kleber Nascimento, em torno das 17h20.

Após os interrogatórios, está previsto o debate, que será aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela assistência de acusação. Ambos terão 2h30 para apresentar suas teses acusatórias. Em seguida, a defesa de cada réu terá 50 minutos para expor suas teses defensivas, totalizando 2h30.

Ao final dos procedimentos, o Conselho de Sentença se reunirá para responder aos quesitos propostos pelo presidente do Júri, o juiz federal Rafael Soares. São essas respostas que determinarão se os réus serão absolvidos ou condenados. Por fim, o juiz presidente do Júri informará o veredito e, em caso de condenação, aplicará as penas aos réus. Dessa forma, o Tribunal do Júri está previsto para encerrar nesta sexta-feira (6).

Relembre o caso

No dia 25 de maio de 2022, Genivaldo foi abordado pela PRF na BR-101, em Umbaúba, por pilotar uma motocicleta sem capacete. Os policiais o imobilizaram, amarraram suas mãos e pés e o colocaram dentro do porta-malas da viatura, onde liberaram gás lacrimogêneo e spray de pimenta. A câmara de gás improvisada causou a morte de Genivaldo por asfixia mecânica e insuficiência respiratória, conforme apontado pelo Instituto Médico Legal (IML).

O caso ocorreu exatamente dois anos após a morte de George Floyd, um homem negro assassinado por policiais durante uma abordagem nos Estados Unidos. Embora as circunstâncias das duas mortes sejam distintas, ambas geraram a mesma dor e revolta, com repercussão internacional.

Os três policiais envolvidos foram presos e estão detidos no Presídio Militar (Presmil). Eles alegaram que não tinham a intenção de matar Genivaldo e afirmaram acreditar que a vítima não morreria durante a abordagem.