Caso Genivaldo: interrogatório do primeiro réu inicia no 9º dia do júri
O ex-policial rodoviário federal William Barros Noia é o primeiro a ser interrogado
Redação do Portal A8SE
Nesta quarta-feira (4), começou o interrogatório do primeiro réu envolvido na morte de Genivaldo de Jesus, no município de Umbaúba. O Tribunal do Júri, que está em seu 9º dia, ocorre no Fórum Ministro Heitor de Souza, em Estância.
O ex-policial rodoviário federal William Barros Noia é o primeiro a ser interrogado, na sessão que teve início por volta das 17h45. Para esta quinta-feira (5), está previsto o interrogatório dos outros dois réus: Paulo Rodolpho e, na sequência, Kleber Nascimento.
Após os interrogatórios, está previsto o debate, que será aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela assistência de acusação. Ambos terão 2h30 para apresentar suas teses acusatórias. Em seguida, a defesa de cada réu terá 50 minutos para expor suas teses defensivas, totalizando 2h30.
Ao final dos procedimentos, o Conselho de Sentença se reunirá para responder aos quesitos propostos pelo presidente do Júri, o juiz federal Rafael Soares. São essas respostas que determinarão se os réus serão absolvidos ou condenados. Por fim, o juiz presidente do Júri informará o veredito e, em caso de condenação, aplicará as penas aos réus.
Relembre o caso
No dia 25 de maio de 2022, Genivaldo foi abordado pela PRF na BR-101, em Umbaúba, por pilotar uma motocicleta sem capacete. Os policiais o imobilizaram, amarraram suas mãos e pés e o colocaram dentro do porta-malas da viatura, onde liberaram gás lacrimogêneo e spray de pimenta. A câmara de gás improvisada causou a morte de Genivaldo por asfixia mecânica e insuficiência respiratória, conforme apontado pelo Instituto Médico Legal (IML).
O caso ocorreu exatamente dois anos após a morte de George Floyd, um homem negro assassinado por policiais durante uma abordagem nos Estados Unidos. Embora as circunstâncias das duas mortes sejam distintas, ambas geraram a mesma dor e revolta, com repercussão internacional.
Os três policiais envolvidos foram presos e estão detidos no Presídio Militar (Presmil). Eles alegaram que não tinham a intenção de matar Genivaldo e afirmaram acreditar que a vítima não morreria durante a abordagem.
