Animais silvestres são resgatados na Grande Aracaju
Na tarde desta quarta-feira (9), a equipe da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), foi acionada para realizar o recolhimento voluntário de um arara vermelha (Ara chloropterus) adulta, que estava em cativeiro há mais de 10 anos, em uma Chácara, localizada no povoado Aningas, no município de São Cristóvão. Após análise clínica, foi verificado que o animal estava saudável. A entrega voluntária, foi feita por parte do solicitante. Por ser um animal que encontrava-se em cativeiro há muitos anos, será levado ao Parque da Cidade, para os devidos encaminhamentos.
Esse tipo de arara mede cerca de 90 cm de comprimento e pesa 1,5 kg, vivem aproximadamente de 50 a 80 anos, tem coloração vermelha, face decorada por linhas delgadas de penas vermelhas, colorida, especialmente pelo verde na parte média das asas que continua até a parte de trás, as asas com extremos azuis, base e ponta do rabo azul. No Brasil ocorrem principalmente na Amazônia e na região central do país, mundialmente há registros em países como Panamá, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Argentina. Alimentam- se basicamente de sementes, frutas, coquinhos e nozes. A espécia está quase ameaçada de extinção.
Ainda na tarde de ontem, a Adema foi acionada para o recolhimento de uma ave, que se encontrava em uma residência dentro de um condomínio no Bairro Aruana, zona de expansão de Aracaju. Especificamente tratava- se de um Frango d'água azul (Porphyrio martinicus), uma ave aquática jovem, em seguida foi realizada análise clínica e verificou-se que o animal estava saudável, sendo então realizada a soltura em área de reserva ambiental.
O frango d'água mede cerca de 35 centímetros de comprimento, com envergadura de 50 a 55 centímetros, seu peso está entre 203 e 305 gramas para os machos da espécie e entre 142 e 291 gramas para as fêmeas. Tem um escudo chato e azul esbranquiçado, pernas amarelas e “farol de ré” branco não bipartido. Grande parte de sua alimentação é material vegetal, sejam folhas, sementes ou flores, e complementam com pequenos vertebrados e, ocasionalmente, ovos e outras aves pequenas. A presença dessa espécie é comum em pântanos, lagos com margens pantanosas e campos de arroz inundados, e costuma andar sobre a vegetação flutuante ou pantanosa. A ave é encontrada em todo o Brasil e também do sudeste dos Estados Unidos e México até o norte da Argentina. É migratória, por isso, praticamente desaparecendo do sul do País durante o inverno.
Contato
Para quem desejar entregar voluntariamente os animais silvestres, pode entrar em contato com o Pelotão Ambiental, pelo número 190 ou o Resgate da Adema, pelo número: (79) 9 9191-5535.
Legislação
Segundo a Lei Federal 9605/98:
Art. 29. Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
Pena - detenção de seis meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas:
I - quem impede a procriação da fauna, sem licença, autorização ou em desacordo com a obtida;
II - quem modifica, danifica ou destrói ninho, abrigo ou criadouro natural;
III - quem vende, expõe à venda, exporta ou adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, utiliza ou transporta ovos, larvas ou espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, bem como produtos e objetos dela oriundos, provenientes de criadouros não autorizados ou sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente.
§ 2º No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção, pode o juiz, considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a pena.
Acompanhe o vídeo do resgate:
