Apenas 16 municípios sergipanos estão capacitados para realizar exames
Hanseníase-descentralização de exames (Garcez)
"Um laboratório para análises de casos de hanseníase não requer grandes investimentos tecnológicos. Necessita apenas de área física adequada aos padrões de biossegurança, profissional de nível superior para responder pelos laudos, um bom microscópio e insumos, como corantes", comentou o biomédico. Mesmo assim, apenas 16 dos 75 municípios sergipanos conseguem ofertar o serviço.
Segundo Gustavo, o objetivo da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é descentralizar cada vez mais a oferta dos exames de baixa complexidade, a exemplo dos que são feitos para diagnosticar a hanseníase. "Por isso, para os municípios interessados, o Lacen disponibiliza todo o suporte técnico para a implantação, inclusive com equipamentos para o laboratório e capacitação de pessoal", informou.
Suporte e capacitação
A supervisão e o controle de qualidade dos exames realizados nos laboratórios da capital e do interior também são responsabilidades do Lacen. "Todas as lâminas, positivas ou negativas, devem ser encaminhadas ao Parreiras Horta. Já os municípios que ainda não fazem esse serviço, têm a opção de encaminhar o paciente para a coleta no Lacen, ou podem enviar o material coletado na unidade de saúde", explicou, acrescentando que o resultado é emitido em até 48 horas.
O Lacen também responde pela capacitação técnica dos laboratoristas e profissionais de enfermagem que coletam o material para diagnóstico da hanseníase. "Essa coleta é feita a partir de cortes nos lóbulos das orelhas e dos cotovelos ou ainda nas lesões existentes, o que exige uma qualificação maior do técnico", justifica o biomédico.
Sobre a hanseníase
A hanseníase é uma doença causada por um micróbio chamado bacilo de Hansen, que atinge a pele e alguns nervos do corpo humano. A transmissão ocorre através da respiração de pessoas que tenham contato íntimo e prolongado. Por esse motivo é que o ambiente familiar propicia o contágio, mas existem pessoas que apresentam resistência ao micróbio e, mesmo morando com um portador da doença, não a adquirem.
É necessário estar atento às manchas esbranquiçadas ou avermelhadas que aparecem na pele. A perda de sensibilidade, formigamentos, áreas dormentes, caroços ou inchaço na pele, principalmente no rosto e nas orelhas, também são motivos para que as pessoas procurem uma unidade básica de saúde. Quanto mais cedo o caso for diagnosticado, mais eficácia tem o tratamento, que é feito de forma ambulatorial.
