Furto de sinalização contribui para o aumento de mortes por afogamentos
Grupo Marítimo-efetivo reduzido (Douglas)
Esses dados servem de alerta para os banhistas e preocupam os bombeiros que contam com um efetivo mínimo de guarda-vidas para cobrir toda área litorânea de Sergipe.Em Aracaju, o Grupamento Marítimo (GMAR) conta apenas com 10 guarda-vidas para cobrir cerca de 30 quilômetros de área litorânea que vai da Coroa do Meio até o Mosqueiro. "É um efetivo pequeno. É humanamente impossível está em todo lugar", afirma capitão Hetton, sub-comendante do GMAR.
Ele assegura, no entanto, que muitos afogamentos poderiam ser evitados se os banhistas não insistissem em tomar banho em áreas perigosas. De acordo com o capitão, o que também agrava essa situação é o furto de bandeirolas que são fixadas estrategicamente em pontos onde há buracos no mar.
Banhistas ignoram perigo (Divulgação)
" As bandeirolas estão sendo furtadas. Elas servem como indicativos de alerta. Muitas vezes são levadas por banhistas como lembrança e, possivelmente retiradas por comerciantes que vêm essas bandeirolas como prejuízo para os seu negócios. Muitos reclamam que as placas afugentam os turistas da área", disse o sub-comandante.
Além de dificultar o trabalho de combate aos afogamentos, o furto das bandeirolas também causa prejuízo aos cofres públicos. "Por mês se gasta uma média de R$ 1 mil para reposição dessas sinalizações na área litorânea", calcula Capitão Hetton.
Reforço
Guardas-vidas/reforço (Divulgação)
