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Sergipe

Índice de afogamentos na capital é preocupante

Projeto Golfinho (Divulgação)

O GMAR - Grupamento Marítimo revela que o índice de afogamentos na capital sergipana é intensificado principalmente aos finais de semana, com uma média de 20 princípios de afogamentos. No ano de 2008, 144 princípios de afogamentos foram registrados, desse total, 4 foram fatais. Por incrível que pareça, um dos principais motivos que contribuem com o aumento dos índices de afogamentos é a extraviação das sinalizações marítimas.

De acordo com o Tenente Caldas, integrante do GMAR, o trabalho ostensivo contra a ocorrência de afogamentos é dificultado por conta da extraviação das bandeirolas por parte da população, principalmente, pessoas que vêm do interior. "A gente usa bandeirolas vermelhas que indicam que o lugar é perigoso e que o banhista deve ficar no mínimo a 55 metros de distância, mas, muita gente, principalmente pessoas que vêem do interior para a capital leva as bandeirolas como uma lembrança de Aracaju", conta. O Tenente também não descarta a possibilidade dos comerciantes de embarcações marítimas serem os autores da irregularidade, que retiram as bandeiras temendo que a sinalização afastem os turistas interessados em passeios de balsa.

Além de dificultar o trabalho de combate aos afogamentos, a extraviação das bandeirolas pesam no orçamento público. Os custos com as compras desse material chegam a atingir o montante de R$ 1000 reais, por ano. O agravante preocupa o Tenente Caldas, que faz um apelo a população. "Eu peço a população que respeite as placas e não retirem do lugar, por quê o que para muitos a sinalização pode significar uma vida", esclarece.

Perigo

Ainda segundo o Tenente Caldas, outra problemática que provoca princípios de afogamentos são as chamadas marés de enchentes, mais conhecidas como piscinas que se formam na praia. Os banhistas devem ficar atentos por quê a cada seis horas a correnteza aumenta o nível da água e apesar de existirem 10 guarda-vidas todos os dias fazendo ronda na Orla de Atalaia, essas inocentes piscinas podem ser sinônimos de perigo. "A orientação é que o banhista sempre se preocupe quando o nível da água do mar ultrapassar o seu próprio umbigo, por quê o equilíbrio do corpo fica mais vulnerável a força das ondas", explica.

O Tenente Caldas lembra que Ingerir bebida alcoólica também não combina com banho de praia. "O banhista perde a noção do perigo e não tem controle da coordenação motora, a probabilidade de acontecer câimbra é bem maior", alerta.

Projeto Golfinho

Para reduzir o índice de afogamentos na capital sergipana, a lição é dada para 450 crianças e adolescentes inseridos no Projeto Golfinho. Nessa última semana de aula, os guarda-vidas que fazem parte do Gmar - Grupamento Marítimo oferecem instruções de como prevenir-se de afogamentos, reconhecer o perigo das praias e procedimentos de primeiros socorros no caso de ocorrer algum princípio de afogamento. Para as crianças, a orientação é estar sempre observando onde há muitos buracos nas praias, escolherem um local onde a correnteza marítima é mais branda e sempre nunca se distanciar dos pais.