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Sergipe

Patrulheiros da PRF reforçam campanha

Pelo segundo dia consecutivo, patrulheiros da Polícia Rodoviária estadual estarão nesta quarta-feira (21) doando sangue no Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose). A ação faz parte do esquema especial criado pelo órgão estadual para garantir o estoque de sangue durante o Pré-Caju, prévia carnavalesca que movimentará a capital sergipana entre os dias 22 e 25 deste mês.

Através do Serviço Social, o órgão vem agendando doações com os colaboradores das empresas e instituições parceiras, a fim de que eles compareçam ao hemocentro durante a semana que antecede o evento. "Sempre participamos da campanha. Somos parceiros e temos consciência da importância dessa iniciativa", disse o assessor de comunicação da PRF, Flávio Vasconcelos.

Como o fator RH Negativo é um dos mais raros entre a população, a diretora técnica do Hemose, Mariamália Andrade, já solicitou o levantamento do número de doadores desse grupo sanguíneo, que estão no tempo normal de doação, e pediu para que eles se dirijam até o Centro de Hemoterapia. Desde o início de dezembro que o número de doações registra queda, uma situação também verificada em outros hemocentros do país, por conta do período de férias. "Muitos doadores viajam entre o final e início do ano", explicou a médica.

Em Sergipe, a redução foi de 30%, quando comparado à média dos outros meses do ano. "Parece uma porcentagem pequena, mas não é. É um número que influencia bastante o nosso estoque. A falta de sangue para atender neste mês é preocupante, pois é exatamente em janeiro que começam as cirurgias eletivas de grande porte e de transplantes já agendados nos hospitais", disse Mariamália, solicitando que as pessoas se sensibilizem com a situação e procurem o Hemose para doarem sangue.

Diariamente, o estoque do hemocentro é checado por uma equipe de especialistas da área para que os hospitais respondam à demanda de pacientes e cirurgias que necessitam de sangue. No entanto, cirurgias de emergências podem ser impedidas caso a quantidade de sangue no hemocentro não esteja estável. "A gente não sabe se vai precisar de sangue amanhã. Temos que ter um estoque que permita essa garantia", ressaltou a diretora técnica.