Vigilância Sanitária apreende 325 quilos de gelo no mercado municipal
Comércio de gelo é fiscalizado (.)
Fiscais da Vigilância Sanitária de Aracaju apreenderam neste domingo (18) 325 quilos de gelo que estavam sendo comercializados fora dos padrões de higiene exigidos pelo órgão. A fiscalização começou cedo e não demorou para verificar que o produto continua entrando no mercado de forma clandestina.
De acordo com Jacklene Andrade, gerente de ações estratégicas da Vigilância Sanitária a maior parte dos 13 sacos de gelo, cada um com 25 quilos-apreendidos veio do interior do Estado, principalmente do município da Barra dos Coqueiros. "Vamos precisar fazer uma força-tarefa com a Vigilância sanitária Estadual com o objetivo de evitar que produtos de procedência duvidosa continuem chegando aos consumidores. A proposta é atuar em conjunto, pois não adianta apertar a fiscalização em Aracaju se nos demais municípios a fiscalização não é feita", disse ela.
A mercadoria apreendida estava má acondicionada, as sacolas não estavam lacradas e ainda estavam misturadas a outros alimentos. O transporte do gelo também apresentava irregularidades. Os carrinhos, além de sujos apresentavam ferrugem. O trabalho de fiscalização gerou revolta e polêmica entre os vendedores, mas a gerente Jacklene Andrade assegura que as medidas de higiene exigidas não são novidades. "A atuação da Vigilância não começou neste domingo. Já vínhamos desenvolvendo um trabalho educativo e informativo com os comerciantes envolvidos nessa atividade. Eles terão que se adequar às normas de higiene", reforça.
Fábricas clandestinas
Segundo a gerente, na capital sergipana existem sete fábricas de gelo cadastradas junto a Vigilância Sanitária Municipal, mas o órgão admite que haja clandestinas funcionando. O perigo é que parte do gelo produzido, distribuído e comercializado pode estar contaminada por bactérias - do gênero pseudomonas -, bolores e leveduras e por coliformes totais e fecais, alerta.
A gerente frisa que existem fábricas de fundo de quintal que não fazem exames físico-químicos e bactereológicos. "Elas fabricam o gelo sem o menor cuidado colocando a vida dos consumidores em risco. O preparo deve ser feito a partir de água cujos parâmetros microbiológicos, químicos e radioativos atendam às normas de qualidade de água para o consumo humano, além da utilização da água apropriada, o acondicionamento e o transporte também são fatores importantes para que seja mantida a qualidade do gelo. Ele deve ser acondicionado preferencialmente em embalagens plásticas de primeiro uso, e deve ser transportado em veículos apropriados, ou seja, em carros fechados e limpos, evitando a contaminação química, física e biológica", acrescenta.
De acordo com a gerente a participação da sociedade no combate a esse tipo de irregularidade é de fundamental importância. As denúncias podem ser feitas pelos seguintes números telefônicos: 2106-9769// 2106-9766.
