Médica é acusada de negar atendimento a menino atacado por cão
Criança atacada por cão (Foto:Douglas) Regivaldo Gregório (Foto: Douglas)
O caos na saúde pública de São Cristóvão não se reflete apenas na pouca estrutura dos postos, mas também no precário atendimento prestado a população. Foi o que ocorreu na manhã da última quarta-feira (14), na unidade de saúde do conjunto Eduardo Gomes. Após ser atacado e mordido por um cão, o adolescente Isaias, 13 anos, teve o socorro médico negado por uma médica plantonista.
Foram quatro horas de espera e nada de assistência. Desesperados os pais resolveram trazer o menino para o posto de saúde "Sinhazinha", em Aracaju, onde, finalmente recebeu a vacina anti-rábica. "O que aconteceu foi algo absurdo. Omitir socorro é crime", disse o pai do adolescente, Regivaldo Gregório de Jesus.
Ele disse que o filho foi levado ao posto de São Cristóvão pela mãe, Ana Maria Derivan. Ao chegar foi mandado para o Hospital de Urgência de Sergipe. No hospital, a mãe foi orientada a voltar imediatamente para o posto para que o menino tomasse a vacina contra a Raiva.
"Minha esposa chegou à unidade de São Cristóvão às 10horas e até às 14horas meu filho não tinha sido atendido. Entrei em desespero. Fui até a direção do posto, acompanhado do vigilante, e pedir por assistência. A diretora disse que ia mandar chamar uma enfermeira, quando tinham várias no local. Depois fui até a médica e ela disse que, devido a minha grosseria, não iria atender", disse Regivaldo.
"Não agir com grosseria, mas com desespero", afirma ele. Na manhã desta sexta-feira (16), o menino foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para fazer exame de corpo de delito. Também no período da manhã o pai foi prestar queixa na delegacia do Eduardo Gomes.
O assessor de comunicação da Prefeitura de São Cristóvão, Paulo Sousa, afirma que a orientação da administração municipal é atender a todos. "A direção da unidade e a médica de plantão serão convocadas para esclarecer os fatos na Secretaria municipal da saúde", disse o assessor.
