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Sergipe

Desempregada ingere chumbinho e envenena a filha de cinco anos

A desempregada Maria Aparecida Bezerra e a filha dela, uma menina de cinco anos de idade foi encaminhada às pressas para o hospital, minutos após ter confessado a alguns vizinhos que havia tomado chumbinho e que também havia dado para a garota. O fato ocorreu nessa quarta-feira (14) na Avenida Santa Gleide, conjunto Jardim Centenário, zona norte da cidade, onde mãe e filha moram.
Maria Aparecida decidiu revelar o que fez quando começou a passar mal no início da tarde.
Sem emprego e passando por outros problemas ela teria dito que a única solução encontrada foi morrer e que também mataria a filha porque o fim da menina seria um abrigo. Chocados e desesperados, os vizinhos acionaram o SAMU.
Mãe e filha foram encaminhadas ao Hospital Municipal Nestor Piva, na avenida Maranhão, mas como na unidade não possui ala pediátrica, a criança foi transferida ao Hospital de Urgência de Sergipe "João Alves Filho".
Segundo informações, a menina chegou com os batimentos cardíacos alterados e pálida. De imediato foi submetido a uma lavagem estomacal e a uma série de exames. A equipe médica do Hospital afirma que a criança não corre risco de morte.
Maria Aparecida Bezerra já foi liberada e está presa na 4ª Delegacia Metropolitana.

Vendas clandestina

A venda clandestina de chumbinho (Temik-150), raticida para ratos, continua sendo uma realidade no Estado de Sergipe, mesmo com todo o esforço de diversos órgãos, inclusive o Ministério Público Estadual em acabar com esse comércio ilegal.
A promotora de Justiça dos Direitos do Consumidor, Euza Missano, afirmou que as Vigilâncias Sanitárias do Estado e de Aracaju, Guarda Municipal e Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) realizam constantes blitzes para coibir a venda do produto. Ela ressalta, no entanto, que é preciso a cooperação da própria população. "As pessoas devem evitar a compra desse produto, pois muitos adquirem para realmente matar ratos. È fundamental também que a população denuncie quem vende e os pontos de venda", disse a promotora.
O produto, que já ocasionou várias mortes por envenenamento em casos de suicídios, homicídios ou ingestão acidental em todo o Estado, é vendido de forma fracionada. Em Aracaju, o maior ponto de venda é nas imediações do Mercado Municipal. O produto é comercializado de forma camuflada, ou seja, para não chamar tanta a atenção, os vendedores colocam no mesmo cesto ou banca outras mercadorias, a exemplo, de agulhas e ervas para chás. No interior do estado, o comércio ilegal do chumbinho também ocorre livremente.