Os vereadores de Rosário do Catete engessaram o prefeito do município, Etelvino Barreto, o ‘Vino` (PMDB) ao impedi-lo de fazer qualquer tipo de remanejamento na peça orçamentária deste ano. No projeto que fixa a receita e estima as despesas do município, aprovado na noite de terça-feira, o prefeito propôs remanejar até 80% do orçamento para áreas e investimento que julgasse necessários, sem precisar pedir autorização à Câmara.
Os vereadores, no entanto, vetaram essa possibilidade. Assim sendo, qualquer mudança no orçamento terá que ser aprovada, mediante pedido formal ao Legislativo. "Somos vereadores e, independente das divergências políticas, nossa responsabilidade é a mesma, o bem estar da população. Sei que o município está passando por um período um pouco conturbado, mas acredito que as coisas vão melhorar", disse a líder do prefeito, Acácia Calazans (PMDB), ao pedir a compreensão dos colegas no sentido de aprovar o remanejamento solicitado pelo chefe do Executivo.
Mas os cinco vereadores da oposição - Hélio dos Santos (PV), Genilson da Costa, o "Neno" (PSB), Maura Cecília Santos (PDT), Maria José Gomes dos Santos (PSB) e Delson Leão (PSB) - apresentaram uma emenda, que foi aprovada, estabelecendo 0% de suplementação orçamentária no lugar dos 80% encaminhado por Vino Barreto.
"Não se trata de perseguir o prefeito, mas de garantir que haja harmonia e independência entre os poderes Legislativo e Executivo", justificou o presidente Hélio dos Santos. "Essa emenda mostra a preocupação dos vereadores de oposição com o povo, pois a partir de agora iremos acompanhar toda a execução do Orçamento. Esse poder tem que ser respeitado e, a partir de agora, iremos exercer com mais autonomia o nosso papel de fiscalizador dos recursos públicos", alegou.