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Sergipe

Segurados poderão ficar sem assistência a partir do dia 13

Com a possível greve cerca de 2 mil atendimentos diários deixarão de ser realizados (Divulgação)

Cerca de 110 mil segurados do Ipesaúde poderão ficar sem assistência médica a partir do próximo dia 13. É que os médicos da instituição decidiram paralisar as atividades, caso o governo não libere o pagamento integral e com reajuste da Gratificação de Estímulo a Assistência à Saúde (GEAPAS). A decisão foi anunciada na noite de ontem (30) durante assembléia geral da categoria.
O secretário de estado da Administração, Jorge Alberto, pediu um prazo até a próxima quinta-feira (09), para entrar em contato com o CRAF, para poder efetuar o pagamento. É o que afirma o presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe, José Menezes

Diante desse pedido, os médicos resolveram dar até o dia 13 de julho para que seja pago a GEAPAS. Caso não se concretize a proposta, a partir desta data os médicos estarão em greve e sendo efetuado o pagamento, em assembléia no mesmo dia os médicos poderão suspender ou continuar, alerta o sindicalista.

Josá Menezes: A revolta dos médicos do Ipes aumentou mais depois que eles foram informados que o governador não autorizou o reajuste da Geapas. (Divulgação)

A revolta dos médicos do Ipes aumentou mais depois que eles foram informados que o governador não autorizou o reajuste da Geapas. Atualmente, a gratificação é de R$ 800 para os médicos que trabalham no ambulatório e de R$ 1,5 mil para os que atendem na urgência. Com o reajuste, ela passaria para R$ 1,2 e R$ 2,1 mil, respectivamente. "Ela estava sendo paga desde maio do ano passado e ficou acertado que duraria até a implantação do PCCV. Só no final do mês vamos saber se haverá ou não o reajuste", informou José Menezes.
Os médicos, que estão há mais de dois anos sem reajuste e acumulando uma perda considerável em seus proventos, reivindicam também a implantação do Plano de Cargos Carreira e Vencimentos (PCCV) e o reajuste da GEAPAS, que juntos formam a Campanha Salarial 2009.

Médicos afirmam que estão há mais de dois anos sem reajuste e acumulando uma perda considerável em seus proventos (Divulgação)

Caso a greve venha ser concretizada, os serviços ambulatoriais; de urgência e as atividades em todos os postos do Ipesaúde espalhados pelo Estado ficarão prejudicados, o que significa afirma a interrupção de quase dois mil atendimentos diários.
Acordo
O presidente do Ipesaúde, Vinícius Barbosa de Melo acredita que a greve não será concretizada. "Ainda hoje (01) vou me reunir com os secretários da Fazenda e da Administração para discutir uma solução que venha a atender a reivindicação dos 180 profissionais que formam a equipe médica do Ipesaúde", afirma ele.

Vinícius Barbosa: A greve não será concretizada porque já estamos estudando uma solução para atender a reivindicação dos médicos (Divulgação)

o Ipesaúde, tem mais de 100 mil beneficiários e pertence ao poder público. O número equivale a 40% dos usuários de planos de saúde no Estado, já que todos os planos particulares têm, juntos, uma clientela em torno de 150 mil pessoas. O Ipesaúde atende o funcionalismo estadual e uma pequena parte de servidores municipais da capital e realiza mensalmente quase 200 mil procedimentos, entre consultas e exames. Os investimentos mensais necessários à manutenção do plano giram em torno de R$ 2,25 milhões.