Funcionários do IML são acusados de tentar vender formol por R$ 2.800
Além do sofrimento da perda de entes queridos, familiares que chegam ao Instituto Médico Legal de Sergipe se deparam com vários outros problemas que vão desde a demora na liberação dos corpos até o precário atendimento prestado. Na manhã de hoje (29) uma nova denúncia surgiu. Familiares de um casal morto em acidente afirmam que funcionários da unidade estão vendendo formol, uma prática ilegal.
"A família só queria realizar o sepultamento do casal no domingo (28), mas fomos informados de que isso não poderia devido ao adiantado estado de putrefação dos corpos. Foi quando perguntei se havia uma solução. Nesse momento, uma funcionária do IML falou sobre o formol e que para aplicar o produto seria cobrada uma taxa de R$ 2.800". É o que afirma José Abel dos Santos parente do casal de feirantes, José Roberto da Silva e Irene Lopes da Silva, morto em acidente provocado por um delegado de polícia.
Segundo Abel, a família aceitou pagar o valor, mas logo teria recebido uma nova proposta. "Duas funcionárias falaram que a aplicação ficaria por R$ 500. Desconfiei e decidir procurar mais informações junto à assistência funeral que acabou cobrando pelo mesmo serviço o valor de R$ 300", denuncia ele.
O coordenador geral de Perícias da Secretária de Segurança Pública (SSP). Adelino Costa Lisboa, disse que o IML não realiza a venda do formol. "Não compete ao IML à venda desse produto. Se houve essa proposta de comercialização vamos investigar", afirma ele ao acrescentar que as pessoas envolvidas na denúncia serão chamadas para prestar esclarecimentos.
