A tradição do milho, fogos e fogueiras é mantida na véspera dos festejos
Amanhã (23) é véspera de São João, o que gera grande expectativa em diversos segmentos econômicos do estado, principalmente no comércio de gêneros alimentícios típicos dessa época. Nos mercados e feiras livres o fluxo de consumidores em busca de milho já é grande. E não poderia ser diferente. Afinal, o milho é o produto base das deliciosas guloseimas como canjica, pamonha, bolo entre outros.
Altas nos preços do milho no Ceasa (Foto: Kátia Susanna)
Na barraca de Beatriz Almeida, localizada no Conjunto Jardim, no município de Nossa Senhora do Socorro, a venda do milho tem resultado em bons lucros. "Todos os anos comercializo o milho na porta de casa. Estou vendendo o milho a R$1. É uma renda muito boa, geralmente todos os dias compro o produto no Ceasa para abastecer a mercadoria que acaba logo cedo", diz.
Mas o preço não tem agradado aos consumidores. Isso porque o milho ainda esta chegando de estados vizinhos o que encarece o produto. Na central de abastecimento de Sergipe (CEASA), a unidade do milho varia entre R$ 0,30 a R$ 0,50. A mão, que corresponde a 50 milhos, varia entre R$ 12 a R$ 18. Em 2008 a unidade chegava a R$0,20 enquanto a mão era comercializada a R$ 10.
A funcionária pública Andréia Cardoso acompanhada do filho Pedro Henrique (Foto: Kátia Susanna)
De acordo com o técnico agrícola Antônio Rocha Filho a produção do milho sergipano ficou comprometida com as fortes chuvas e foi preciso adquirir o produto em outros estados.
"Nesses últimos meses choveu muito em Sergipe, os pequenos agricultores perderam parte da produção e foram obrigados a comprar o milho de Pernambuco que chega mais caro ao Ceasa", esclarece.
Os comerciantes já se sentem prejudicados com a fraca procura. "Nós estamos comprando milho de R$30 a R$32 o cento. Isso é muito caro, os fregueses chegam aqui e reclamam do preço, por conta disso a venda caiu bastante", falou a feirante Ana Cecília Santos.
Tradição de fogos e fogueiras - Na véspera de São João as famílias aracajuanas ascendem à fogueira e soltam fogos, uma cultura que também gera emprego e renda.
No Ceasa os preços variam de R$10 a R$ 50 dependendo do tamanho. "Estou comprando essa madeira do Estado da Bahia, o caminhão fechado custa R$ 2, 500. As vendas das fogueiras só começam a esquentar na primeira semana de junho", diz o comerciante Edinaldo Barbosa.
Fogueiras fazem parte da tradição dos festejos juninos (Foto: Kátia Susanna)
A comerciante Meire Nadja Moura atua no mercado há 20 anos e diz que as vendas estão fracas. "No ano passado a venda estava bem melhor, mas ainda espero vender mais porque temos um estoque muito grande de fogos de todos os tipos e para todas as idades", diz.
Atenta aos perigos que os fogos podem causar a funcionário pública Andréia Cardoso supervisiona o filho Pedro Henrique de apenas oito anos. "Mantenho a tradição dos fogos de artifício, mas fico atenta ao que pode ser soltado", afirma Andréia.
Fogos de artifício movimenta comércio na Coroa do Meio (Foto: Kátia Susanna)
Nas barracas de fogos de artifício localizadas no Bairro Coroa do Meio, zona sul da capital, os preços dos fogos variam. É possível comprar espadas a R$ 70,00, chuvinhas a R$12,00 e traques a R$1,00.
