Veradores criticam decisão do STF
Os vereadores por Aracaju, Ivaldo José (PDT), Emanuel Nascimento (PT) e Elber Batalha e Filho (PSB) criticaram nesta quinta-feira (18), a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou por oito votos a um a exigência do curso superior para jornalistas.
"Curiosamente, os votos dos ministros foram fundamentados na exigência de que o diploma iria limitar a liberdade de imprensa, que diminuiria o número de jornalistas e que o povo brasileiro ficaria sem informação. Outro argumento falho, a meu ver, foi o fato dos ministros dizerem que existem muitos profissionais desqualificados", disse Elber Batalha Filho (PSB), ressaltando que em toda categoria existem bons e maus profissionais.
Para ele, com esse argumento, pode-se chegar à conclusão de que não é mais necessário o curso de direito para ser advogado. "Não podemos retroceder a época dos rábulas, a época onde curandeiros eram médicos. É inconcebível que, com a expansão da educação, dos cursos universitários, que se aceite esta decisão",disse, ao sugerir que a classe política se uma para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Jornalistas seja aprovada.
Batalha Filho disse que respeita a decisão do Supremo, mas entende que ela irá tolher livre expressão da população em geral. "Proponho que os políticos saiam a frente desta causa. É indispensável que o jornalismo responsável seja valorizado", defendeu o vereador.
"A Câmara Municipal de Aracaju está à disposição da categoria para que possamos ir ao Congresso Nacional buscar uma saída política para esse problema gerado pelo STF", completou o presidente da Câmara, vereador Emanuel Nascimento (PT), acrescentando que "é preciso garantir a estes profissionais da imprensa, a segurança de que os esforços para cursar uma faculdade ou universidade não foram em vão".
Para Ivaldo José, a decisão do STF, além de fragilizar a relação entre profissionais e patrões, ainda deixa o mercado em risco ao permitir que qualquer cidadão sem preparação técnica e sem responsabilidade com a informação possa atuar.
