Gualberto promete rebater acusações
O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Francisco Gualberto (PT) avisou hoje (17) que a partir da próxima semana vai responder a todos os ataques que vêm sendo feitos à Petrobras por integrantes da bancada de oposição. "Todas essas questões que vêm sendo colocadas terão respostas à altura", afirmou.
O deputado disse que pretende mostrar aos colegas um amplo levantamento feito por ele sobre o papel social da empresa em Sergipe. "Não vou dizer nada sobre as instituições que são beneficiadas, até porque não me compete. São instituições não governamentais que têm a obrigação de prestar conta ao serem beneficiadas por alguma empresa, seja a Petrobras ou qualquer outra", disse.
Gualberto adiantou que vai defender a Petrobras porque em todo o Brasil "está-se armando um esquema para desmoralizar a empresa, a partir do PSDB e DEM no Senado Federal, com uma Comissão Parlamentar de Inquérito". O pano de fundo para os ataques, segundo o deputado petista, é entregar a descoberta da camada pré-sal, com grande quantidade de petróleo, ao capital estrangeiro.
"Eles (os opositores) precisam de qualquer maneira desmoralizar e desqualificar a Petrobras para enfraquecê-la e abrir caminho para entregar o pré-sal aos estrangeiros", disse, ressaltando que "eles atuam com a cultura do entreguismo e não querem que a Petrobras administre a maior descoberta de petróleo do Brasil".
A camada pré-sal, de acordo com especialistas, é um gigantesco reservatório de petróleo e gás natural, localizado nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo (região litorânea entre os estados de Santa Catarina e o Espírito Santo). Estas reservas estão localizadas abaixo da camada de sal (que podem ter até 2 km de espessura). Portanto, se localizam de 5 a 7 mil metros abaixo do nível do mar. Por enquanto, a produção segue no Parque das Baleias (ES) e em Tupi, na Bacia de Santos (ambos no pré-sal).
Segundo o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, para atingir a expectativa de produzir 1,8 milhão de barris de petróleo por dia até 2020, na região do pré-sal, a Petrobras terá que investir no período US$ 111 bilhões. "Manchar o nome da Petrobras é demonstrar vontade de que os lesa-pátria sejam vitoriosos. Tentaram privatizá-la de todas as formas, mas só conseguiram quebrar o monopólio. Mas agora tentam enfraquecer a empresa", reclamou Gualberto.
O deputado petista lembrou ainda que a Petrobras é responsável por 45% do Produto Interno Bruto (PIB) de Sergipe e depois que chegou ao Estado, na década de 1960, representou um divisor de águas para o desenvolvimento local. "Portanto, jamais vou entrar em detalhe de beija-flor, bem-te-vi ou papagaio que por ventura não tenha prestado conta disso ou daquilo. Aí é outra história. Mas a Petrobras será defendida aqui a todo instante", disse.
