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Sergipe

Rede de arrasto coloca em risco a vida de banhistas

Felipe Amarante: morte causada por rede de arrasto (.)

A morte do surfista Felipe José Amarante Gonçalves, de 24 anos, ocorrida na última sexta-feira (12) causada por uma rede de pesca trouxe a tona um grave problema que até então vem acontecendo de forma silenciosa: o perigo das redes colocadas por pescadores em toda a extensão da área litorânea de Sergipe. Esse acessório de pesca é colocado de forma aleatória e sem sinalização adequada, o que aumenta a possibilidade de acidentes envolvendo banhistas e praticantes de esportes aquáticos, principalmente surf e kite surf.


Segundo os surfistas, diante da falta de fiscalização do IBAMA com relação à presença de redes de pesca na Orla de Atalaia, uma fatalidade poderia acontecer a qualquer momento. Eles reclamaram que as redes causam problemas porque são colocadas em todo o percurso da Orla de forma indiscriminada, sem limite de área e até de horário.

"A gente não sabe quando tem uma rede no mar. Não existe uma sinalização adequada. As bóias são pequenas e facilmente são encobertas pelas ondas. Muitas vezes me deparo com redes que estão colocadas cerca de 50 metros da areia, um perigo para todos os banhistas", denuncia Marcos Lessa, que pratica kite surf há dois anos no local. Ele ainda acrescenta que acidentes são comuns. "Muitas vezes os esportistas que ficam enganchados nas redes são socorridos por colegas que estão próximos no mar. Infelizmente Felipe Boto não teve a mesma sorte", lamentou o surfista.

Salustiano Marques, chefe da Divisão Técnica do IBAMA (Foto: Kátia Susanna)



Providências - De acordo com o diretor da Divisão Técnica da Superintendência do IBAMA, Salustiano Marques dos Santos, uma ação deverá ser tomada em conjunto com a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP). "Nós vamos conversar com a SEAP, juntamente com a associação de surfistas, colônia de pescadores e até Marinha se for necessário para tentar junto a esses órgãos estudar a questão das definições da área de pesca", esclarece Salustiano Marques.

O diretor do Ibama deixa claro que já existe uma portaria que proíbe a pratica da pesca durante os finais de semana e feriados. "Prevendo a segurança dos banhistas e surfistas nós já temos uma portaria que proíbe a pesca durante os finais de semana e feriados. A pesca é uma atividade legal, o que tem que existir é o bom senso dos pescadores no sentido de sinalizar essas redes. Essa é a primeira vez que acontece uma fatalidade como essa", explica Salustiano Marques.

A equipe de reportagem do Portal Atalaia Agora tentou por diversas vezes falar com o superintendente da Secretária Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP), Omar Pinto, para explicar a área delimitada para a pesca no litoral sergipano, mas não teve retorno por parte da direção da entidade.