Pelotão de Choque da Polícia Militar vai a pé ao Batistão
A situação na Polícia Militar de Sergipe está cada dia mais complicada. É grande a revolta dentro da corporação. Na tarde desta quinta-feira(11), o Pelotão de Choque, responsável pelo policiamento no Batistão durante o jogo de Sergipe e São Domingos, teve que ir andando da Avenida Castro Alves, no bairro Ponto Novo, onde fica a sede, até o estádio de futebol porque o motorista que levaria o grupo se negou a dirigir por estar com a carteira de habilitação vencida.
Houve manifestação na porta do Batalhão. O subcomandante Santiago, que participará das negociações entre policiais e governo esteve no local para contornar a situação. Ele se reuniu com o sargento Vieira, um dos líderes das Associações Unidas, que estava no local com dois advogados, em defesa dos policiais.
"Há muita pressão para que os militares saiam de qualquer jeito. Nós queremos respeito e não vamos mais aceitar manobras", disse o sargento.
Policiais seguem firme com manifestação (Foto: Asprase)
Há informações que várias viaturas da Radio Patrulha continuam paradas. Quem passeia pela capital percebe a falta de policiamento na cidade.
De acordo com o sargento Vieira, os militares vão continuar seguindo a lei. Ele disse que na reunião que aconteceu na manhã desta quinta-feira(11), a categoria definiu que vai continuar obedecendo à lei, mas vai manter o fortalecimento do comandante que está intermediando as negociações.
"Estamos vigilantes quanto o encaminhamento das negociações salariais. Queremos respeito equiparação salarial com os civis. Não é justa a forma que o governador vem tratando a nossa classe", colocou.
Panelaço - As esposas e familiares também estão na luta. Na tarde desta sexta-feira(12), haverá uma grande caminhada em defesa dos policiais. A concentração acontecerá na Praça da Bandeira, às 14 horas. De acordo a presidente da Associação das Esposas dos Policiais Militares, Eliane Correia, o objetivo do evento é sensibilizar o governador quanto à defasagem salarial dos policiais.
"Nossos esposos estão precisando de apoio e nós vamos dar. A família militar de Sergipe que gira em torno de dez mil está engajada nessa luta. Nós elegemos Déda com uma perspectiva de melhoras, não é justo que ele frustre esse sonho", desabafou.
