A8SE Icone

Sergipe

Transporte e comércio de carne serão inspecionados

Emdegro vai cobrar dos municípios fiscalização adequada do transporte e venda da carne (Divulgação)

A inspeção e fiscalização da carne que é comercializada em todo o território sergipano serão reforçadas pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro). Equipes vão atuar nas rodovias intermunicipais, que incluem as estradas estaduais e as duas BRs que cortam o Estado (BR-101 e BR-235). O órgão também vai cobrar dos municípios para que eles sejam mais eficazes no sentido de impedir o funcionamento de matadouros clandestinos em seus territórios.

No estado, há somente um matadouro com licença para operar, os demais são clandestinos, e a Emdagro somente é autorizada a inspecionar os estabelecimentos autorizados. "Então, é imprescindível que as secretarias de Agricultura e de Saúde municipais atuem em conjunto, pois, enquanto órgão estadual, não podemos invadir o território municipal e nos apropriarmos das obrigações que cabem às prefeituras", esclareceu a representante da Emdagro, Salete Dezen.

A questão que coloca ma berlinda a saúde público foi o objetivo da reunião promovida, esta semana, pela Coordenação Estadual de Vigilância Sanitária (Covisa) com representantes dos 75 municípios. "O foco do encontro não foi exatamente o processo de venda da carne nas feiras livres, mas o percurso que ela faz, desde o abate até a banca", informou a gerente de Alimentos da Covisa, Rosana Barreto. De acordo com o coordenador da Vigilância Sanitária, Antônio Pádua Pombo, o controle da qualidade deve ser feito em toda a cadeia de produção, daí a importância em somar esforços com a Emdagro, órgão do Estado responsável pela inspeção dos produtos de origem animal.

Na ocasião, representantes de cada município puderam expor suas dificuldades quanto ao trabalho de fiscalização feito pelo setor de Vigilância Sanitária. "Uma situação muito comum em São Miguel do Aleixo é o abate acontecer às 7h da noite, em condições de higiene inadequadas e, sem refrigeração, para a carne estar apenas na tarde do dia seguinte disponível nas bancas para o consumidor", relatou o coordenador da Vigilância Sanitária do município, José Milton da Costa.

Para ele, não há condições de a Vigilância Sanitária atuar sozinha nesse processo, uma vez que a solução do problema não se encontra na ponta. "Não adianta só apreender a mercadoria. A atuação dos órgãos competentes também precisa acontecer nos matadouros clandestinos, que são a grande maioria no estado", ressaltou José Milton, que viu como produtiva a reunião desta quarta pelo fato de alertar aos municípios quanto às suas responsabilidades.