Policiais militares pedem mais uma vez apoio de deputados
"A esperança é a última que morre". O ditado foi pronunciado pelo sargento Vieira, um dos líderes do movimento dos policiais militares, quando informado sobre a notícia que o governador Marcelo Déda disse que na reunião desta terça-feira(09) não trataria de questões salariais com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública. O governador comunicou a imprensa na tarde de hoje(07)que a reunião com o comandante da Polícia Militar, coronel Carlos Pedroso e o secretário de Segurança Pública, João Eloy será para tratar de questões administrativas e o que ele pôde oferecer de reajuste já está no projeto de lei enviado a Assembléia Legislativa.
Policiais participam de Assembléia com discurtir os novos caminhos do movimento (Foto: Kátia Susanna)
Policiais comparecem em massa a sessão da AL (Foto: Sergio Ferreira)
De acordo com o sargento Vieira, pode ser que ocorra alguma mudança antes da votação do projeto. Ele disse que a categoria está tendo o apoio de uma comissão de parlamentares que pode interferir no processo. "Nós lutamos para eleger o governador, nós temos fé que ele pode mudar algo na sua decisão. Enquanto há vida, há esperança", disse.
A categoria se reuniu no dia de hoje(07) para avaliar o movimento depois do reajuste anunciado governador. A próxima reunião irá acontecer no próximo dia 10, na Assembléia Legislativa.
Reivindicações - Os policiais militares vem lutando desde o início do ano por equiparação salarial com a polícia civil, melhores condições de trabalho e pela exigência do curso superior para ingresso na corporação. Semana passada, os militares ficaram decepcionados com o anúncio de reajuste linear de 5, 53% feito pelo governado. Isso porque para a PM foi oferecido a incorporação de 15% da Gratificação de Compensação Por Serviços Externos (Gracoex) ao soldo e fixação da carga horária semanal em 44 horas.
Soldado Élvio Motta, participante ativo do movimento, mostra a indignação dos praças (Foto:Kátia Susanna)
