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Sergipe

Déda recebe cúpula da SSP

João Eloy (foto) e o comandante da PM vão apresentar a pauta de reivindicação dos militares que pressionam os deputados a não votarem no projeto de reajuste da categoria.

O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT) recebe, no final da tarde desta terça-feira (9) o secretário de Segurança Pública, João Eloy de Menezes, e o comandante da Polícia Militar, coronel Carlos Pedroso, em audiência, no Palácio dos Despachos em Aracaju. A decisão decorre do fato de os militares estarem insatisfeitos com o reajuste de 15% para a categoria, anunciado no início da semana passada.
Déda vai ouvir os reclamos dos militares através dos dois representantes, mas já avisou que não tem condições de mudar nada na tabela salarial de nenhuma categoria. "O reajuste já foi dado. Não há mais o que se discutir", disse o governador ao ser questionado sobre a possibilidade de elevar os índice concedidos aos policiais.
"Ele é quem sabe", disse o capitão Samuel Barreto, presidente da Unidas, uma entidade ligada ao movimento dos militares, adiantando que enquanto a questão não for resolvida os policiais vão fazer exatamente o que recomenda a lei. Isso significa que eles vão, por exemplo, opor-se a saírem para trabalhar conduzindo viaturas sem licenciamento, sem serem emplacadas e com problemas nos faróis, freios e etc, como faziam até duas semanas atrás.

"Não fizemos cumpri a lei antes para preservar a sociedade", afirmou Barreto, que com outros integrantes de entidades que representam os militares se reuniram com parlamentares que compõem uma comissão, criada na Assembleia Legislativa para tentar mediar um entendimento entre eles e o governo.
Os militares prometem fazer vigília diariamente na Assembleia até que o governador encontre uma solução para os problemas apontados pela categoria. "Vamos pedir que os deputados não aprovem o projeto que for enviado. Esperamos que alguma coisa seja mudada", afirmou o sargento Alexandre Prado, presidente da Associação de Sub-tenentes e Sargentos de Sergipe.
Para ele, não houve negociação com os militares. "Houve definição, sem diálogo. Temos esperança de que haja mudança", afirmou Prado.