A8SE Icone

Sergipe

Problemas na zona de expansão não serão resolvidos a curto prazo

Por mais ansiosos que os moradores da zona de expansão estejam pela resolução definitiva dos problemas na área, pelo que tem se analisado, a solução não chegará a curto prazo. De acordo com o presidente da Empresa Municipal de Obras e Urbanização(Emurb), Paulo Roberto Melo Costa, só a parte dos projetos que engloba tudo a empresa gastará cerca de dois anos para realização.

"Não vai ser de uma hora para outra que a Prefeitura de Aracaju vai resolver os problemas da Zona de Expansão. Só a parte dos projetos estimo que a gente gaste cerca de dois anos", disse Costa. Ele explicou que os prazos estipulados pelo MPF estão sendo cumpridos e que alguns projetos já foram analisados, mas para solução definitiva o órgão precisará de mais tempo e dinheiro.

O presidente da Companhia de Saneamento(Deso), Max Maia Montalvão, também não foi otimista quanto o tempo de resolução do problema. Ele disse que para que seja feito o esgotamento sanitário em toda a zona de expansão será preciso que aconteça a concretização do Plano Diretor da capital, já que define a taxa de ocupação.
"Muito embora a Deso já tenha iniciado o processo licitatório até a área do Banco do Brasil, o restante da área a empresa só pode dar um passo a frente com a definição do Plano Diretor e urbanístico e macro drenagem", explicou Montalvão.

Para os moradores da área a maior preocupação agora é com a previsão de chuvas para os próximos dias. O aposentado José Lopes disse que por enquanto as coisas estão calmas, já que a chuva deu uma trégua, mas se voltar a chover ele terá que abandonar a casa novamente. "Espero que as autoridades competentes se esforcem para resolver nosso problema, dessa forma é que não podemos ficar", reclamou.

Enquanto as autoridades se explicam, os moradores reclamam, os representantes do Setor Imobiliários de Sergipe lutam para dar continuidade as obras na área. Eles estão pleiteando uma reunião com o Ministério Público Federal , que poderá acontecer amanhã(08), para esclarecer a visão do setor da construção civil sobre os problemas que acometem a zona de expansão e o impacto da ação civil pública ajuizada em suas atividades.

"Os problemas de drenagem verificados na zona de expansão não são resultantes dos novos empreendimentos . Esses imóveis estão seguindo rigorosamente os padrões técnicos estabelecidos", observou o presidente da Sinduscon -SE, Tarcísio Teixeira.