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Sergipe

Coordenadoria Municipal de Defesa Civil é criada pela PMA

As ações preventivas, assistenciais, recuperativas e de socorro em Aracaju destinadas a evitar ou minimizar desastres passam a contar pela primeira vez com um órgão especializado no âmbito municipal. O prefeito Edvaldo Nogueira oficializou na manhã desta sexta-feira, dia 5, a criação da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, durante solenidade no Centro Administrativo Prefeito Aloísio de Campos. A nova estrutura irá articular e integrar os trabalhos para redução dos impactos de enchentes, alagamentos, deslizamentos, desabamentos e grandes acidentes, preservando o moral da população e a normalidade social.

Segundo Edvaldo, dotar a Prefeitura de Aracaju de uma Defesa Civil Municipal era uma sonho que ele vinha acalentando desde 2006. "De quatro aos para cá, a média das chuvas tem aumentado muito no Brasil, e no Nordeste essa precipitação tem superado a média histórica. Precisamos começar a prevenir, é uma responsabilidade de toda a sociedade. Por isso tínhamos que fazer um órgão que pudesse construir um projeto de detecção dos nosso problemas e, de forma muito efetiva, buscar a prevenção e a solução deles. Por isso fico muito feliz nesse ato", comentou.

Autoridades prestigiaram o evento (Foto: AAN)

O prefeito abriu o evento assinando os decretos de criação da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e de transferência dos cargos da extinta Secretaria de Assuntos Institucionais e Relações Políticas para a nova pasta. "Enviaríamos à Câmara de Vereadores o projeto de criação da mesma, mas obviamente que a crise econômica fez com que não criássemos nenhum cargo e esse é um compromisso meu, pois as dificuldades financeiras exigem de nós muito rigor no trato das finanças. Nessa perspectiva, optamos transformar os cargos dessa secretaria para formar a nova equipe", justificou.

Atuação

Diante de um mapa de Aracaju, Edvaldo mostrou que a Prefeitura fez um levantamento as áreas da capital que apresentam maior vulnerabilidade às chuvas. Foram listados 63 pontos sujeitos a alagamento e outras 13 áreas que correm o risco de desabamento em encostas e morros. "Fizemos um trabalho nesses últimos dois anos de desentupimento de bocas-de-lobo e canais, mas vamos continuar intensificando essas operações para podermos encontrar saídas e melhorias, já que cidade ainda tem locais mais ao nível do oceano e que surgiram sem uma drenagem adequada", resumiu.

Entre as soluções já planejadas, está a construção dos canais da Beira Mar e do Costa do Sol, beneficiando 15 mil famílias através de um investimento total de R$ 26 milhões. Os projetos preveem a realização de mais de 5 quilômetros de macrodrenagem e outros 2,5 quilômetros de microdrenagem. "Encaminhamos ao Governo Federal, em Brasília, um pedido de recursos para essas obras emergenciais e estamos nos preparando para, se preciso, colocar até a metade desse valor, contanto que resolvamos de uma vez a situação das localidades nessas regiões mais delicadas do ponto de vista hidráulico", adiantou Edvaldo

Em sua exposição, ele ainda lembrou que nos últimos quatro anos a média das chuvas tem aumentado muito no Brasil. "No Nordeste essa precipitação tem superado a média histórica por isso precisamos começar a prevenir e essa é uma responsabilidade de toda a sociedade. Por isso temos que fazer um órgão que possa construir um projeto de detecção dos nosso problemas que vínhamos de forma muito efetiva buscando a solução e a prevenção", justificou o prefeito, que também apresentou um resumo das principais ações realizadas pelo municípío para atender às vítimas das chuvas de maio deste ano.