Codevasf irá resolver problemas de rizicultores ainda este mês
O superintendente da Codevasf, Antonio Viana, prometeu resolver a situação dos rizicultores do Baixo do São Francisco ainda este mês. Ele disse que pretende fazer convênios para viabilizar a contração de operadores de máquinas.
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) prometeu resolver a situação dos rizicultores do Baixo do São Francisco ainda este mês. Na reunião que aconteceu nesta quarta-feira(03) entre os rizicultores e a direção da Companhia ficou definido que os recursos do Governo Federal serão repassados e haverá também a contração de operadores de máquinas para a região.
De acordo com o superintendente da Codevasf, Antonio Viana, o projeto já existe há 20 anos e precisa urgentemente de mudanças nos equipamentos. "Nós não pretendemos permanecer como estamos em Propriá. Isso é uma situação emergencial. O problema é que temos problemas com as licitações, a exemplo do ano passado que não houve interesse de participação", disse Viana se referindo ao projeto Jacaré-Curituba.
O gestor explica ainda que no ano passado a Codevasf investiu R$ 800 mil reais na limpeza de drenos e que no último concurso feito pela Codevasf, não foi pedido o cargo de operadores de máquina para Sergipe, mas através de um convênio com a Secretaria de Estado da Agricultura, a empresa irá contratar operadores de máquinas.
"Esse convênio ainda precisa da confirmação da Seagri. Não temos nenhuma outra solução para atendê-los. A Codevasf está com máquinas novas, e cabe a prefeitura fazer uma parceria de cooperação para assumir a contratação do operador", esclareceu Viana, acrescentando que se a contratação acontecer através de convênio com a prefeitura será mais rápido. "Com a prefeitura teremos pessoal daqui a 20 dias, mas se for pela Secretaria de Estado da Agricultura, só daqui a 120 dias", disse.
Segundo o agricultor Genivaldo dos Santos, hoje os rizicultores passam por essa situação por conta de questões maiores. Ele reclama e diz que a Codevasf deu as costas ao projeto. "Esses problemas são antigos. Chegamos num patamar insustentável. As máquinas novas estão lá paradas por falta de operador e nós precisando do equipamento. O projeto está inviável por questões pequenas", reclamou. Da mesma opinião compartilha o rizicultor João Livio. Ele perdeu todo o lote de plantação.
"Perdi toda a safra e não como vou pagar o financiamento que peguei com o Banese e o Governo do Estado. A Codevasf devia falar que é inviável plantar arroz lá, porque as bombas não funcionam, um coletor está sujo e as máquinas estão paradas por falta de operador. Dessa forma fica difícil trabalhar.
Os rizicultores prometem aguardar as providências da Codevasf até o final do mês, caso não haja mudanças, eles irão fazer outra mobilização.
