Indignação. Está é a palavra que define o sentimento dos policiais militares de Sergipe após anúncio do reajuste feito pelo governador Marcelo Déda, na manhã desta quarta-feira, (03). A categoria reclama da desvalorização dos policiais e da falta de dialogo por parte do governador.
"O nosso governador passou por cima da categoria com quando divulgou esse reajuste sem dialogar com a classe. Não foi isso que a gente esperava, estamos totalmente insatisfeitos, decepcionados e arrependidos de termos apoiado um partido que hoje rasga a história de luta de uma classe", desabafou o sargento Vieira, com total indignação.

Em repúdio a essa decisão, os militares se reunirão  nesta quinta-feira (04), a partir  das 8 horas, em frente à Assembléia Legislativa na tentativa de pedir aos parlamentares que o aumento da categoria seja reavaliado. Na ocasião, eles falarão com a imprensa.
"Não estamos contra o aumento dos servidores, mas queremos que o nosso seja reavaliado pelo governador. Vamos pedir ajuda aos parlamentares", disse o sargento.

Reajuste
- Ficou decidido que a categoria terá a incorporação de 15% da Gratificação de Compensação por Serviço Externo (Gracoex) ao soldo, abrangendo também os inativos, além da fixação da carga horária semanal em 44 horas. A partir da nova situação, o aumento concedido para a categoria, a partir da incorporação, varia de 10,07% a 11,79%, e de 15% para os inativos. Este aumento não inclui os 10% que já haviam sido concedidos à PM em janeiro.
O sargento Vieira explicou que quanto à exigência de nível superior para ingresso de carreira, o governo colocou apenas para os oficiais, sem contar que a gratificação na verdade, foi incorporada ao soldo. "Estamos decepcionados com a falta de consideração do governador com os homens que são a base da segurança pública do Estado", ressaltou.

Negociações
- Desde janeiro deste ano a categoria vem lutando por melhorias salariais. Os policiais participaram de várias reuniões com representantes do governo e recorreu aos deputados estaduais. Na ocasião foi formada uma Comissão Mista Parlamentar para intermediar toda negociação com o governo. A partir desta terça-feira(02), os representantes das Associações Unidas passaram a direção das negociações para o comandante da Polícia Militar de Sergipe, coronel Carlos Pedroso. Na ocasião ele teve o primeiro encontro com os deputados Augusto Bezerra, Venâncio Fonseca, Ana Lúcia Menezes, Garibaldi Mendonça e Mardoqueu Boldano.