CUT contesta índice
O presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antônio Carlos Góis contestou o índice de reajuste para o funcionalismo, apresentado pelo governador Marcelo Déda (PT), embora admite que houve avanço se levar em conta "o mísero" 1% concedido pelo prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB).
Segundo Góis, o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), usado pelo governador como parâmetro para compensar as perdas dos últimos 12 meses, mede a inflação das famílias com rendimentos mensais compreendidos entre um e 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos, e residentes nas áreas urbanas das regiões, o que não é o caso da grande e esmagadora maioria dos servidores.
"O Índice Nacional de Preço ao Consumidor, o INPC abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre um e seis salários-mínimos, ou seja mede a inflação para a camada de renda mais baixa da população, serve inclusive de parâmetro para o reajuste do salário mínimo. No mesmo período acumulou o percentual de 5,83%", afirmou Gois.
O sindicalista criticou também a "metodologia traduzida em anúncio unilateral do chefe do poder executivo, ao invés de um amplo processo de negociação". Para ele, falta compreensão por parte do governo quanto ao papel de uma Mesa de Negociação, enquanto instrumento importante de democratização das relações de trabalho no serviço público estadual. "O resultado de uma negociação é um acordo. Anúncio remete a praticas unilaterais que não condizem e em nada contribuem para avançar e cumprir os objetivos pretendidos com a instituição da Mesa de Negociação, reclamou Gois.
