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Sergipe

Mortes por câncer de pulmão estão relacionadas ao cigarro

Sergipe está mobilizado no combate ao tabagismo. O cigarro além de fazer mal a saúde de quem fuma também prejudica a quem está próximo. No dia mundial sem tabaco, comemorado no dia 31 de maio, os dados divulgados pelo Ministério da Saúde preocupam. A cada ano ocorrem 200 mil mortes por doenças relacionadas ao tabagismo no Brasil. No mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 8 mil pessoas morrem diariamente devido ao hábito de fumar. Aproximadamente 94% das mortes por câncer de pulmão em adultos estão relacionadas ao cigarro.

De acordo com o presidente da Sociedade Sergipana Epidemiológica, José Barreto Neto, quem fuma tem 10 vezes mais chance de ter câncer de pulmão. "Na inocente "fumacinha" do cigarro estão presentes mais de 4.000 substâncias químicas nocivas, as mais conhecidas são a nicotina, o alcatrão e o monóxido de carbono. Mais de 60 destas substâncias são reconhecidamente cancerígenas, além de irritantes e tóxicas ao pulmão", esclarece o médico, acrescentando que parar de fumar não é só uma questão de vontade. "A pessoa cria uma dependência química e psicológica com o cigarro. Para muitos o ideal é procurar ajuda médica para deixar de fumar", falou

Campanha em maços de cigarros (Foto:OMS)

Campanha - Este ano a Campanha contra o tabagismo vai intensificar os avisos e imagens em maços de cigarros que devem ocupar pelo menos 50% da área principal das embalagens. Serão imagens coloridas ilustrando os efeitos do consumo do tabaco na saúde. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer, pelo menos 31% dos fumantes brasileiros desistem de acender um cigarro quando vêem as imagens e frases contidas no verso dos maços. As advertências fazem também com que 48,2% dos fumantes pensem em largar o vício. O levantamento mostra ainda que 91,8% se arrepende de ter acendido seu primeiro cigarro.

Grávida fumando (Foto:Divulgação)

"É importante que o fumante veja o que pode acontecer com ele caso continue fumando. A campanha é forte e com certeza ajudará no combate ao fumo", afirmou o médico Barreto Neto, o cigarro é um mal que precisa acabar urgentemente.

Neste domingo(31), será montado um estande com orientações sobre o hábito de fumar. Estudantes de medicina também estarão abordando as pessoas e entregando folhetos, além de preencherem um questionário sobre o assunto.


Tabaco na gravidez -Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascido, são algumas das muitas complicações que o tabaco na gravidez pode ocasionar, mas o risco para a gravidez, para o parto e a criança não decorre somente do hábito de fumar da mãe.

De acordo com o pediatra e clínico geral, Francisco de Assis Gouveia, quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro, ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça que vai para o sangue e para o feto. "Quando a mãe fuma durante a amamentação a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança", completa.

Dr. Francisco realizando uma ultrasom (Foto: Elizabete Cerqueira)



Ainda segundo o pediatra,  a  gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida que não fuma. Ele ainda acrescenta que esses problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

"Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar em poucos minutos os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho  cardiovascular. É durante o terceiro trimestre a fase onde o fumo mais atua como fator de diminuição do desenvolvimento fetal. Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante", ressaltou o médico.