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Sergipe

Hemose está produzindo plasmas para Laboratório Francês

É a primeira vez que o hemocentro envia plasmas para a França, isso só ocorreu, por ter sido aprovado por uma auditoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por observar os rígidos padrões de qualidade exigidos pelas legislação brasileira.

O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) enviou ontem, o primeiro carregamento de plasma, com mais de mil bolsas para o Laboratório Francês LFB. A partir de hoje(29) o hemocentro está habilitado para fornecedor os hemocomponentes anticoagulantes que são utilizados na produção de hemoderivados, dentre eles o Fator VIII, produto utilizado pelos portadores de hemofília (pacientes com problemas no sangue). Essa é a primeira vez que o hemocentro envia plasmas para a França, isso só ocorreu, por ter sido aprovado por uma auditoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Vigilância Sanitária do Estado, por observar os rígidos padrões de qualidade exigidos pelas legislação brasileira e francesa na coleta e processamento do sangue.

O Laboratório LFB, já possui uma unidade no Brasil, foi contratado pelo Ministério da Saúde(MS), para produzir medicamentos anticoagulantes. A produção de hemoderivados para o tratamento de hemofílicos a partir do plasma sangüíneo processado em todo território nacional, é centralizado na França. Um terço dos plasmas produzidos no Hemose, é utilizado por usuários do próprio Estado, o restante será encaminhado como matéria-prima para o trabalho dos franceses, onde é revertido em medicamentos e distribuidos gratuitamente no país inteiro, pelo (MS).
A vistoria da Anvisa iníciou em fevereiro deste ano, quando dois técnicos passaram alguns dias no Hemose, acompanhando todo o processo de produção, coleta e tratamento dos homocomponentes. Os hemocentros que são credenciados para fornecimento dos hemocomponentes são passados pela exigência dos critérios dos bancos de sangue franceses.


O diretor presidente do Hemose, Roberto Gurgel, afirma que o órgão cumpre todas os critérios de qualidade desde a seleção de doadores, com a realização de sorologia, passando pela coleta, separação do plasma, congelamento, armazenamento e monitoramento de temperatura. "Esse reconhecimento por parte da Anvisa e da Vigilância Sanitária do Estado, só vem nos motivar a investir mais com mais qualidade nos nossos serviços, além de termos conseguido os padrões de qualidades exigidas por um laboratório francês, ressaltou".

Segundo informações da médica Mariamália Newton Andrade, diretora técnica do Hemose, nem todos os hemocentros do Norte e Nordeste conseguiram alcançar essa qualidade. "Sergipe está de parabéns por termos conseguido essa meta, isso servirá com estimulo para crescermos ainda mais nos nossos procedimentos", completou.


Componentes - Plasma sanguíneo é o componente líquido do sangue, no qual as células sanguíneas estão suspensas. Ele é um líquido de cor amarelada e compõe cerca de 55% do volume total de sangue. Tem como função transportar os elementos figurados e substâncias dissolvidas, como nutrientes, medicamentos, produtos tóxicos (como exemplo o dióxido de carbono que as células eliminam, entre outros). Ele é o meio de armazenamento e transporte dos fatores de coagulação. O seu conteúdo protéico é necessário para manter a pressão oncótica do sangue, que ´segura´ o soro dentro dos vasos. A separação das células do sangue do plasma é através de centrifugação. O fator VII, só pode ser produzido com a utilização dos plasmas que são retirados do sanggue após um rigoroso trabalho dentro dos hemocentros. Esse fator são utilizados nos pacientes que são portadores de hemofilia ou outras doenças hematologicas.

Serviços- Quem tiver interesse em conhecer o ambulatório de tratamento em Hemofília do Hemose, deve comparecer de segunda a sexta-feira, das 7h, às 17h30, onde está dispostos todos os serviços e procedimentos. O Hemose dispõem de uma equipe multiprofissional formada por psicológos, médicos, hematologistas, fisioterapeutas, assistentes sociais e enfermeiros, onde prestam atendimento domiciliar para os hemofílicos quando não tem condições físicas de virem até o hemocentro.