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Sergipe

Preço do pão sofrerá novo reajuste

A partir do próximo mês o pão francês chegará mais caro à mesa dos consumidores sergipanos. O presidente do Sindicato dos Panificadores de Sergipe, Antonio Carlos Araújo disse que até o momento não tem o percentual de reajuste, mas garante que com a renovação do estoque de trigo que acontece em junho o preço do pão subirá.

Pão mais caro (Foto:Kátia Susanna)

"Já estamos na expectativa do aumento do trigo, pois assim que acabar o estoque comprado na Argentina, os moinhos irão repassar o produto bem mais caro", informou Antonio Carlos Araújo. Hoje, os panificadores estão comprando a saca com 50 quilos de trigo por R$ 70,00 à vista e R$ 80,00 a prazo. "Para não ficarmos no prejuízo a única forma será repassar o aumento para os consumidores", falou.

De acordo com o gerente comercial do Moinho Sergipe, Idair Reis, o trigo que está estocado no Estado foi comprado na Argentina por um preço bem em conta. Já que há o favorecimento do Mercosul e a proximidade entre os países, que diminui o preço do frete. Mas, no momento a Argentina está passando por uma crise muito forte e há uma redução na produção de trigo. Provavelmente o produto terá que ser comprado nos Estados Unidos ou Canadá, o que representa um aumento considerável no valor do transporte do grão.

"Necessariamente no segundo semestre nós seremos obrigados a comprar trigo fora da Argentina, isso com certeza vai encarecer o trigo porque pagaremos um frete maior e os impostos também são bem mais altos. O resultado é que o preço vai ficar bem mais caro do que temos em estoque", alertou o gerente.

Ele disse ainda que o Brasil vem sofrendo com a crise no fornecimento da farinha de trigo, desde o final de 2007 quando a Argentina, maior fornecedor de trigo, suspendeu as exportações do grão. "Vários produtores do trigo começaram a substituir por outras culturas com o objetivo de produzir biodiesel, que é mais rentável. Com isso a Argentina virou o maior exportador de trigo para os moinhos em todo mundo e precisou suspender as exportações para não faltar no mercado interno", explicou.