Ação criminosa causa fechamento temporário de agências
A falta de segurança somada a ousadia dos bandidos têm causado pânico, prejuízo e transtorno para os usuários das agências dos Correios instaladas no interior do Estado. Somente este ano, 19 unidades da Empresa de Correios e Telégrafos foram alvos de algum tipo de delito como assalto (13); arrombamento (05) e furto (01). Devido à ação criminosa, as comunidades dos municípios de Umbaúba e São Domingos estão sem contar com os serviços postais.
O fechamento temporário das agências foi causado pela ação de bandidos. Na madrugada de hoje (26) a agência de São Domingos foi arrombada. Os deliquentes conseguiram ter acesso à unidade quebrando a parede dos fundos. "Eles abriram o buraco bem próximo ao cofre, o que leva a acreditar que a ação foi planejada", disse o assessor de comunicação dos Correios, José Ginaldo dos Santos ao ressaltar que os bandidos também tiveram o cuidado de cortar toda a fiação, inclusive da rede de computadores. O alarme também foi desativado.
O arrombamento foi descoberto na manhã de hoje quando o gerente chegou para abrir a unidade. Na tarde de ontem (25), os bandidos agiram em Umbaúba. Dois homens armados renderam os funcionários, fazendo um arrastão no caixa.
Segundo José Ginaldo as agências de Umbaúba e São Domingos estão fechadas, temporariamente, para que a polícia técnica possa fazer a perícia. "Assim que o trabalho policial for concluído, o funcionamento será normalizado, o que deverá ocorrer amanhã (27)", afirma o assessor.
Banco postal vira atrativo para marginais
A assessoria informa que as agências passaram a ser alvo dos bandidos desde que parte delas passou a oferecer o serviço denominado ‘banco postal`. Este serviço permite às agências realizar - além de suas tarefas rotineiras - atividades típicas da rede bancária.
O "banco postal" possibilita, entre outras coisas, a abertura de contas corrente e de poupança, a realização de pagamentos, depósitos, aplicações e empréstimos dentro das agências dos Correios. Com isso, agências que antes movimentavam dinheiro relativo apenas a selos e correspondências, agora trabalham com quantias superiores a R$ 50 mil por dia, fato que as torna constantemente alvos dos bandidos.
