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Sergipe

Mulher morre por calazar em Aracaju

Este ano, em Sergipe, já foram registrados 18 casos de leishmaniose visceral, mais conhecida popularmente por calazar com duas mortes. A mais recente vítima foi uma mulher de 49 anos de idade que morreu em abril passado. Ela morava no bairro José Conrado de Araújo, em Aracaju. O outro óbito ocorreu no município de Estância.

Devido à morte no bairro José Conrado de Araújo e o crescente índice da doença na localidade, equipes da Saúde Municipal realizaram uma palestra para a comunidade com o objetivo de esclarecer sobre a doença. "Realizamos essa palestra porque muitas pessoas estavam com dúvidas sobre o que é a enfermidade. Nossos agentes de saúde percorrem as ruas da comunidade convidando todos a participar", disse a gerente da Unidade da Saúde da Família ‘João Cardoso Nascimento`, Mércia Clarice.

Dos 18 casos de calazar registrados em Sergipe, 10 foram em Aracaju. "Desses 10 registros, 50% dos casos suspeitos envolviam crianças. Três casos foram confirmados", afirma Thaize Cavalcante, coordenadora da Vigilância Epidemiológica Municipal.
Mapeamento

Este ano, o Centro de Controle Zoonoses, realizou ações nos bairros José Conrado de Araújo, Olaria, Santos Dumont e Jardim Centenário. Durante as visitas, os agentes também fazem a coleta de sangue dos cães para detectar se há a contaminação pelo protozoário Leishmania chagasi. A amostra é enviada para exames que, a depender do resultado, podem acarretar na eutanásia do animal, visto que em cães a doença não tem cura.
A coordenadora do CCZ, Gina Blinoffi, explica que eutanásiar os animais é uma medida de prevenção necessária para impedir a proliferação da leishmaniose visceral. "Uma vez infectado, o cão não tem possibilidade de tratamento. A eutanásia no animal doente quebra a cadeia e impede a continuação do ciclo", esclarece.
Transmissão

A transmissão ao homem e ao cão é feita através do flebótomo infectado. O cão, uma vez infectado, torna-se uma espécie de reservatório do parasita, passando a ser uma fonte de contaminação constante.
No cão, a doença se manifesta logo após a picada do mosquito palha, podendo levar de três meses a alguns anos para os sintomas começarem a aparecer. Quando eles surgem, manifestam-se como: emagrecimento e mucosas pálidas, crescimento exagerado das unhas, lesões na pele, aumento do volume dos gânglios e secreção ocular.

No homem, os sintomas são: febre, emagrecimento, apatia e palidez, hemorragias e infecções secundárias, tosse, aumento do volume do fígado e baço, diarréia, respiração acelerada, complicações cardíacas também podem ocorrer. Os sintomas podem aparecer juntos ou não, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico precoce. O cidadão pode retirar suas dúvidas ligando para o CCZ por meio dos telefones: 3179 -3528; 3179-3565 ou 3179-3564.