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Sergipe

Técnico diz que sistema eletrônico não é confiável

O engenheiro e especialista em urnas eletrônicas Amilcar Brunazo Filho afirmou hoje (9) em entrevista à rádio Ilha FM, de Aracaju (SE), que o sistema eleitoral brasileiro, que tem como base o voto eletrônico, não é confiável, e que por isso está sendo rejeitado em outros países.

Amilcar, que é , professor da Universidade de Brasília (UNB) contou que o grande problema do sistema é que ele não permite que o voto digitado seja realmente conferido através da sua impressão. “Por essa razão nós consideramos que o resultado não é confiável porque não pode ser conferido”, enfatizou.

De acordo com ele, toda a garantia que se alardeia vem da boca dos próprios responsáveis pela votação eletrônica. “É o que a gente chama de argumento da autoridade. Mas na realidade não existe nenhuma forma de conferência”, explicou. Em relação à declaração do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres de Britto, que disse que “ninguém foi eleito indevidamente e ninguém perdeu indevidamente, segundo o espelho divulgado”, Brunazo disse que mesmo o ministro sendo uma pessoa boa e bem intencionada, “está desinformado. “Ele (o ministro) pensa que aquelas urnas biométricas, por exemplo, não podem ser fraudadas, mas podem”, garantiu.

O problema, na avaliação do engenheiro, é que os juízes eleitorais, que no Brasil também administram o processo das eleições, garantem a segurança do sistema, mas dizem isso baseados apenas na palavra dos técnicos do Tribunal Regional Eleitoral. “Os magistrados não são mal intencionados, mas não têm controle do processo, que está nas mãos de outras pessoas. No Brasil, desde que o sistema foi implantado há 12 anos, nunca foi permitido que se fizesse uma auditoria independente”, apontou Brunazo.