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Sergipe

Fila e longa espera na busca do seguro-desemprego

Pescadores (foto: Sérgio Ferreira)

Mais um dia de longas filas na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Sergipe (SRTE-SE). É que muitos pescadores de camarão deixaram para solicitar o seguro-desemprego de última hora. O prazo vai até o dia 15 deste mês. Por dia, são distribuídas 220 senhas, um número que não é suficiente para atender a demanda.

Muitos pescadores acabam voltando para casa sem conseguir efetuar o requerimento do benefício. "Os que não conseguem atendimento no dia ficam agendados para o dia seguinte. Ninguém fica sem fazer a solicitação", garante Cristiane Carmelo, assessoria de comunicação da SRTE-SE.

De acordo com a assessora, do dia 01 de dezembro, quando começou o período de defeso do crustáceo, até o momento, foram registradas 9.000 solicitações de seguro-desemprego. Até a data-limite devem ser pedidos mais sete mil, pelos cálculos da Superintendência regional do Trabalho.

Ela explica que as longas filas são invitáveis. "Muitos só deixam para a última hora e em muitos casos a documentação está irregular ou faltando. Resultado tem que voltar. Outro problema é que a atual sede da Superintendência é pequena, não havendo estrutura física para comportar toda a demanda", disse
Carlos Alves de Santana, 60 anos, é pescador há 10 anos e veio de Santo Amaro das Brotas. Ele chegou á sede da Superintendência por volta das 2 horas da manhã, mas só foi atendido sete horas depois. "Apesar da longa espera estou aliviado porque conseguir efetuar o requerimento. Agora é rezar para o pagamento sair em dia", disse ele.

Atraso no pagamento é um problema que afeta quase todos os pescadores. Nilda dos Santos, 42 anos, do município da Barra dos Coqueiros, está cadastrada na Colônia de Pescadores há oito anos. "Tenho a carteira registrada como pescadora, estou aqui para requerer o benefício, mas isso não quer dizer que vou receber o dinheiro dentro do prazo. Sempre recebo com atraso", denuncia.

A chefe do setor de Empregos e Salários, Nadja Vieira, explica que o atraso ocorre quando pescador não cerca de 200 pessoas foram atendidas durante todo o dia. Os atrasos no pagamento de auxílio desemprego aos pescadores acontecem quando a documentação exigida pelo Ministério do Trabalho apresenta irregularidades. "É necessário que o pescador comprove com a Carteira de Pescas pagamento de duas contribuições a Colônia de Pescadores na qual está cadastrada, o equivalente a R$ 60 reais, Carteira de identidade, CPF e PIS", explica.

Segundo a superintendente Maria Inez Silva o órgão público apresenta pouca estrutura física e humana para atender a todos. Quando não é possível, o atendimento é agendado para semanas seguintes. "No período de defeso, nossa situação física fica precária diante da população de pescadores. Mas, a previsão é que até o dia 1º de maio um novo prédio da Superintendência Regional do Trabalho comece a funcionar, na Rua Pacatuba, centro da capital", adianta a superintendente.