Cesta básica sobe 7,74% e preço do tomate dispara 135%
Tomate-preço disparado
Tomate, arroz e café foram os responsáveis pelo aumento no preço da cesta básica em Aracaju no mês de dezembro. A elevada alta de 7,74% verificada para os produtos alimentícios essenciais na capital sergipana, fez com que o valor da cesta ficasse em R$ 193, 28, o terceiro maior dentre as capitais nordestinas, onde o DIEESE realiza a pesquisa. O aumento em 12 meses foi de 12,92% acima do aumento estipulado para o salário mínimo.
Em dezembro, oito dos doze itens que compõem a cesta básica pesquisada em Aracaju registraram queda: óleo de soja (-15,58%); feijão (-12,59%); banana (-8,29%); açúcar (-6,87%); carne (-6,85%); farinha (-2,06%); leite (-1,34%) e a manteiga (-0,47%), o pão apresentou estabilidade. As elevações ocorreram para o tomate (135,56%)- item sempre sujeito a forte oscilação de preço-, arroz (6,11%) e o café (0,42%).
Apenas o açúcar (-31,07%), feijão (-24,94%) banana (-22,02%), a manteiga (-18,34%) e o óleo (-7,34%) registraram retração em comparação com dezembro de 2007. A maior elevação foi verificada para o tomate (181,42%). Também o arroz (34,45%), o café (13,68%), a carne (11,36%) e o pão (11,28%) a farinha (7,95%), o leite (1,38%).
A carne, produto de maior peso na cesta básica, não apresentou tendência específica, em dezembro, com alta em oito capitais, redução em sete e estabilidade em São Paulo e Brasília. Os principais aumentos foram registrados em Porto Alegre (4,09%) e Florianópolis (4,04%) enquanto as maiores retrações ocorreram em Aracaju (-6,85%) e Vitória (-2,75%). Em 12 meses, porém, houve elevação generalizada, com altas entre 6,73%, em Belém, e 38,23%, em Fortaleza. A principal justificativa para este comportamento é o câmbio, pois, o produto é exportado para muitos paises.Para adquirir o conjunto de bens de primeira necessidade, o trabalhador sergipano cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou cumprir, em dezembro, uma jornada de 102 horas e 28 minutos, superior ao tempo exigido em novembro, de 95 horas e 6 minutos. Em dezembro de 2007, a jornada necessária para realizar a mesma compra era de 99 horas e 6 minutos.
Também quando se considera o valor do salário mínimo líquido- após o desoconto da parcela referente a Previdência Social- verifica-se a mesma correlação. Em dezembro, a relação entre o custo da cesta básica e o salário correspondia a 50,62%, superior ao apurado em novembro (46,99%) e ao de dezembro de 2007 (44,66%), explica o coordenador do Dieese, o ecnomista Luiz Moura
