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Sergipe

Aracaju e a falta de água

Diante da falta de chuvas, ocasionando a redução drástica da vazão do rio Poxim, responsável por 30% do abastecimento de água de Aracaju, a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) resolveu tomar medida drástica: promover o racionamento de água na capital.

Barragem do Rio Poxim (Foto: Ascom/Deso)

Diante da falta de chuvas, ocasionando a redução drástica da vazão do rio Poxim, responsável por 30% do abastecimento de água de Aracaju, a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) resolveu tomar medida drástica: promover o racionamento de água na capital até que haja a recomposição do nível de água no rio.

A medida, iniciada na madrugada da segunda-feira passada (23), atinge todo o município de Barra dos Coqueiros e Aracaju, com exceção do conjunto Santa Maria, Atalaia e zona de expansão (regiões atendidas pelo sistema de abastecimento da Cabrita, que não sofreu até o momento, redução do nível de água).

De acordo com Fernando Fontes, assessor de comunicação da Deso, dos três sistemas de abastecimento de Aracaju - Poxim, São Francisco e Cabrita - apenas o primeiro está com o volume d`água comprometido e por este motivo, o segundo sistema abastece atualmente a capital, única cidade do estado a passar por racionamento de água.

Ainda segundo ele, apesar do rodízio, nenhuma área foi penalizada, posto que os reservatórios espalhados pela cidade foram planejados para promover o melhor abastecimento. "Eventualmente pode ser que em um bairro demore cinco minutos pra a água aparecer na torneira e em outro, meia hora, mas nada muito significativo", afirmou Fontes.

Dúvidas

Sabendo da constante colocação dos consumidores, relacionando conta versus presença ou falta de água, o assessor foi categórico: "O racionamento não implica, necessariamente, em redução do consumo porque um indivíduo sabendo da situação armazena mais água hoje, porque sabe que amanhã vai faltar, ou seja, ele compensa a falta guardando antes a água que vai utilizar", explicou.

O assessor falou ainda que o primeiro jato, após período sem circulação de água ocorre geralmente por conta do desprendimento de partículas presas às paredes da tubulação, contudo, ele afirma que isto é normal, não é nocivo e só ocorre nos primeiros segundo após a reutilização do serviço, mas aponta ser fundamental a limpeza e higienização das caixas d`água.

Benfeitorias

Prevendo o que já se constata hoje quanto à necessidade de consumo hídrico em Aracaju, a Deso começou a construir no final de 2008 uma barragem de acumulação de água no povoado Timbó, em São Cristóvão. Além disto, a duplicação da adutora do São Francisco também já está em andamento, com previsão de término em janeiro do próximo ano.

A barragem deve ser concluída em agosto de 2010 e vai proporcionar o acúmulo de 36 milhões de m³ de água, que em conjunto com a duplicação da adutora do São Francisco, deve suprir a necessidade hídrica por pelo menos 15 anos.