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Sergipe

PMs e bombeiros cobram reajuste e não descartam aquartelamento

A situação da segurança em Sergipe já está crítica e pode ficar pior. É que a partir da próxima semana os policiais militares e bombeiros do Estado podem parar suas atividades. Eles estão indignados com a posição do Governo em relação as reivindicações da categoria. Segundo o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Sergipe, Capitão Samuel Alves Barreto, na próxima assembléia que acontece na quinta-feira(26), às 16 horas ,no Cotinguiba Esporte Clube, todo o efetivo vai conhecer a posição do Governo e fazer a opção,  mas o aquartelamento não está descartado.

"A categoria sente a necessidade de maior valorização e solicita reajuste salarial compatível com o recebido pela polícia civil ", disse Alves, acrescentando que também está solicitada a obrigatoriedade de curso superior para o soldado entrar na corporação e a definição da carga-horária, além de atualização do seguro de vida.

Durante reunião ocorrida na tarde de ontem,(23), entre representantes da policia militar com o secretário de Segurança Pública (SSP), Kércio Pinto, este não apresentou proposta significativa, pois informou não ter condições de negociar sem que seja realizado prévio estudo. "Já estavámos esperando uma contraproposta do Governo e nada foi colocado. A reunião foi frustrante", reclamou o capitão Samuel.

Cerca de 10 mil militares entre bombeiros e policiais, tanto da ativa quanto da reserva, estão envolvidos nesta situação de insatisfação profissional que já se alastra desde o começo deste ano e por conta deste impasse, de acordo com o capitão Samuel, a assembléia decidirá qual posição tomar não descartando a possibilidade de aquartelamento.