Queda na arrecadação, faz Déda cortar despesas
Uma queda no ICMS, revelada nos primeiros dez dias deste mês, fez o governador Marcelo Déda (PT) puxar o freio de mão e mandar cortar despesas de patrocínios de festa e custeio.
Apesar dos números apresentados, esta semana, pelos auditores do fisco que apontaram um crescimento na receita de 9,6% em janeiro (em comparação com dezembro de 2008), o governador Marcelo Deda (PT) reuniu auxiliares da equipe econômica do governo e mandou que cortassem despesas de custeio e patrocínios a eventos culturais.
Assim, justificou o governador, serão preservados os investimentos em áreas essenciais como saúde, educação, infra-estrutura e segurança.
A decisão foi tomada depois que o secretário da Fazenda, João Andrade revelou que nos primeiros dez dias de fevereiro a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS), caiu 14% em relação ao mesmo período de janeiro. O índice representa uma queda na receita da ordem de R$ 7,5 milhões.
"A redução da arrecadação do ICMS mostra que a crise econômica já apresenta seus reflexos em Sergipe e os cortes determinados visam diminuir seus impactos no Estado. Vamos fortalecer ainda mais a nossa política de racionalização dos gastos de modo a preservar investimentos em áreas fundamentais", explicou Deda, que mandou oficiar todos os prefeitos sergipanos dando ciência das medidas adotadas.
O Fundo Estadual de Patrocínio para Projetos Sócio-Culturais e de Comunicação Social (FEPCS), criado pela Secretaria de Estado da Comunicação Social (Secom) em dezembro de 2007 para apoiar a execução de projetos que fomentem o acesso à cultura e à comunicação, é uma das áreas que será atingida.
"Quero contar com a compreensão de todos os prefeitos porque aquilo que não for investido em festas será revertido para áreas como saúde e segurança, disse Deda, ao ordenar que o secretário João Andrade, faça um novo monitoramento dos gastos da administração estadual para garantir a redução nas despesas de custeio.
