Foi divulgado nesta sexta-feira (29), que foi sancionada a lei Cleyton Rafael, que dá prioridade para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em todos os estabelecimentos de saúde de Aracaju.

A lei é de autoria do vereador Ricardo Marques (Cidadania), foi aprovado pela Câmara Municipal de Aracaju em setembro deste ano e sancionada pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) em 27 de novembro, se tornando a Lei Municipal n° 5.821/2023.

Cleyton Rafael é um garoto de 20 anos de idade, que tem TEA, e é filho da professora Suzilane, uma mãe atípica que também se enquadra no espectro autista. O vereador relembrou a história de como os conheceu e o que motivou a elaboração da lei.

"Conheci o menino Cleyton e a mãe dele, Suzilane, há mais de 10 anos, nos bastidores da televisão. Ele era uma criança muito apaixonada por ônibus e jornalismo e eles iam me visitar nos bastidores desde a época que eu trabalhava na TV Atalaia. Daí floresceu uma amizade e passei a acompanhá-los e observar os desafios que eles tinham como pessoas neurodivergentes", destacou o vereador.

Foi acompanhando as dificuldades deles para ter acesso às políticas públicas que, ao assumir seu mandato na Câmara Municipal, Ricardo Marques decidiu lutar pela causa e propor a criação da lei.

"Hoje me sinto feliz em batizar a lei com o nome do Cleyton como forma uma forma de homenagem. A lei vai facilitar muito a vida das mães atípicas e dos filhos autistas. Com eles tenho aprendido muito sobre as necessidades das pessoas com espectro autista e como lidar com elas", pontuou Ricardo Marques.