O Senador Laércio Oliveira (PP-SE) fez um discurso no Plenário nesta terça-feira, 17, questionando a Petrobras pelo adiamento da licitação para contratação dos navios plataformas do Projeto Sergipe Águas Profundas. Ele lembrou que as descobertas são do ano de 2011 e que naquela ocasião o início de produção era previsto para 2018.

“A paralisação do projeto durante o período mais triste da história da Petrobras significou um grande prejuízo para o Estado. É uma década perdida!”, disse.

Laércio ressaltou a quantidade de empregos e oportunidades que deixaram de ser geradas para a população do Estado e concluiu proclamando que “Sergipe não pode mais esperar!”

“Trata-se do primeiro projeto exploratório em águas ultraprofundas na parte sergipana desta bacia, conforme disse a empresa à época. Em comunicado ao mercado, a Petrobras disse que os testes realizados na área confirmavam a descoberta de uma nova província petrolífera na Bacia de Sergipe/Alagoas. O comunicado ainda atestava a excelência das condições permeáveis dos reservatórios. Ou seja, o petróleo e o gás natural fluíam facilmente através deles. Isso é importante, pois significa que as empresas podem extrair esses recursos de forma mais eficiente e menor custo”, explicou Laércio.

O Parlamentar lembrou que em 2013, após os resultados da perfuração do primeiro poço exploratório na área, conhecido como FARFAN 1, a Petrobras confirmou a extensão da descoberta de óleo leve, de notável qualidade. De acordo com a estatal, o reservatório tem espessura de 51 metros, apresentando boas condições para sua exploração.

“As projeções iniciais indicaram a existência de pelo menos 3 bilhões de barris nas descobertas realizadas na região, equivalente a 1/5 das reservas comprovadas do Brasil até o fim de 2014. Em um espaço de apenas 12 meses, entre 2014 e 2015, a área registrou oito descobertas comunicadas à Agência Nacional do Petróleo, consolidando-se desde então como a próxima fronteira petrolífera do Brasil e considerada a maior descoberta de petróleo feita no país após o pré-sal”, observou.

Laércio lembrou ainda em seu discurso que somente em abril de 2023, a Petrobras fez o lançamento do novo edital para a contratação das plataformas, informando o dia 30 de outubro de 2023 como data de recebimento das propostas. “É importante salientar que essas unidades de produção serão estratégicas para ampliar a disponibilidade do gás nacional, além de abrir uma nova fronteira de produção na região Nordeste, sobretudo pela qualidade do óleo dos reservatórios, classificado como excelente, com índices entre 38 e 41 graus API – e, por conseguinte, de elevado valor comercial. A Petrobras afirma que o projeto também apresenta dupla resiliência, tanto em custo, quanto ambiental, em termos de intensidade de carbono por barril de óleo produzido. Ou seja, é fundamental para o país”, disse.