Uma ação conjunta entre a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Polícia Militar de Sergipe identificou um suposto exercício irregular da advocacia em uma sala comercial localizada na região central do município de Propriá.

Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP) para acompanhar uma fiscalização realizada pela OAB. No local, funcionava um escritório que, de acordo com a comissão de fiscalização, estaria prestando serviços jurídicos sem a devida habilitação profissional.

Durante a vistoria, um cliente foi encontrado no interior do escritório portando documentos relacionados à concessão de aposentadoria por idade, além de histórico de créditos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Conforme relato do próprio cliente, teria sido cobrado o valor de R$ 3.500 pelos serviços prestados para obtenção do benefício previdenciário.

Diante da situação, os suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos à Delegacia Regional de Propriá para os procedimentos cabíveis.

Os responsáveis pelo escritório informaram que o espaço presta apenas apoio administrativo a advogados regularmente inscritos na OAB, negando qualquer atuação direta em atividades jurídicas. Segundo eles, o local funcionaria como ponto de apoio para profissionais da advocacia, sem envolvimento em processos judiciais.

Na delegacia, foram apresentados contratos de assessoria e parceria firmados com advogados, além de pastas contendo processos, materiais de escritório e computadores utilizados no local. Todo o material foi encaminhado à autoridade policial para análise.

Os envolvidos permaneceram à disposição da Delegacia Regional de Propriá, onde o caso seguirá sob investigação.