Análise do IML mostra que bebê Layla morreu ao ser atingida por bala na cabeça em Areia Branca
Análises mostram que o disparo atravessou o vidro traseiro do carro, atingiu a cabeça da vítima e saiu pela bochecha
Redação Portal A8SE; com informações da SSP/SE
Nesta sexta-feira (27), a Polícia Científica de Sergipe divulgou informações do Instituto Médico Legal (IML), constatando que a bebê Layla Sofia, de 1 ano e 11 meses, morreu ao ser atingida por um disparo de arma de fogo dentro de um veículo, no município de Areia Branca.
Análises mostram que o disparo atravessou o vidro traseiro do carro, atingiu a cabeça da vítima e saiu pela bochecha, alojando-se no bando do passageiro dianteiro. A bala foi recuperada pela polícia.
De acordo com o coordenador-geral de perícias, Vitor Barros, serão elaborados três laudos: o laudo do local do crime, descrevendo a dinâmica do disparo no veículo; o laudo cadavérido, com a causa e trajetória da morte da vítima; e o laudo balístico, que analisará o projétil, comparando-o com a arma apreendida para confirmar que ela é responsável pelo disparo.
Relembre o caso
Por volta das 5h da manhã desta terça-feira (24), uma criança de quase dois anos morreu ao ser atingida por um disparo de arma de fogo no município de Areia Branca. A criança estava dentro de um veículo acompanhada da mãe e do pai.
Segundo informações da Polícia Militar (PM), a mãe da vítima informou que o responsável pelo disparo conduzia um carro de cor preta, que seguia logo atrás do carro da família.
A família estava voltando de uma festa quando se deparou com este segundo veículo preto. Eles deram o sinal na via para ultrapassar e, supostamente, o outro carro deu passagem.
De repente, ouviu-se o disparo de arma de fogo vindo de trás. A priori, por conta dos festejos juninos, os pais acharam que seria uma bomba, mas logo perceberam a criança já desfalecida e ensanguentada. Ela estava no banco de trás, junto com a mãe.
A família já estava há 100 metros da residência quando o crime aconteceu. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Ainda de acordo com a polícia, por volta das 9h, o suspeito foi identificado e preso. Também foram encaminhadas à delegacia três testemunhas que estavam no carro do acusado no momento do crime.
Quando questionado pela polícia, o indivíduo, que não conhecia a família da vítima, alega ter feito o disparo para "assustar" após a ultrapassagem, indicando uma possível discussão de trânsito. Ele não tinha porte de arma nem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
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