Caso Genivaldo: PRF recomenda demissão dos policiais envolvidos no caso
redação Portal A8SE
Nesta quinta-feira (3), a Polícia Rodoviária Federal recomendou a demissão dos agentes envolvidos na morte de Genivaldo de Jesus Santos. Ele faleceu no dia 25 de maio de 2022 após abordagem na cidade de Umbaúba.
O documento, feito através de inquérito administrativo, foi encaminhado ao Ministério da Justiça. Além das demissões de William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento, que estão presos desde outubro do ano passado, solicita o afastamento de dois outros policiais que assinaram o boletim de ocorrência por 32 e 40 dias.
A morte
Genivaldo de Jesus sofria de esquizofrenia e foi abordado por estar sem capacete enquanto pilotava uma motocicleta, Ele foi amarrado pelos policiais e trancado dentro do porta-mala da viatura. A ação foi registrada por testemunhas e os vídeos viralizaram nas redes sociais.
Uma bomba de gás lacrimogêneo com spray de pimenta foi liberada no veículo, provocando a morte por asfixia mecânica e insuficiência respiratória, conforme aponta o laudo do Instituto Médico Legal (IML).
Prisões
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva de dois policiais rodoviários federais acusados pelos crimes de tortura, abuso de autoridade e homicídio qualificado contra Genivaldo de Jesus Santos.
Ao negar o pedido de soltura, os ministros consideraram que a vítima tinha problemas mentais e não ofereceu resistência no momento da abordagem, além dos indícios de que os agentes agiram com força desproporcional contrária às normas do Ministério da Justiça, principalmente na utilização das armas químicas.
