Duas cuidadoras foram acusadas de praticar maus-tratos contra uma criança acolhida na Casa Lar de Propriá. A denúncia está sendo investigada pelo Ministério Público e Polícia Civil.

Segundo a corporação, o caso foi registrado com base no Artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que faz referência ao fato de submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento. O crime prevê pena máxima de até dois anos.

"Todos os envolvidos foram ouvidos, as pessoas investigadas assinaram o termo de compromisso e o procedimento lavrado já foi remetido ao Poder Judiciário", disse.

A delegacia da cidade irá fazer diligências de caráter sigiloso complementares com objetivo de resguardar a identificação do menor. Caso surjam novos fatos que indiquem outros crimes ao final das investigações, serão tipificados no procedimento policial.

Informações e denúncias podem ser repassadas ao Disque-Denúncia (181).

Posicionamento da prefeitura

Por meio de nota, a Prefeitura de Propriá informou que não compactua com as condutas das servidoras, que foram temporariamente afastadas.

"[Demos] início a um processo de sindicância visando identificar e punir funcionários que estejam, de fato, envolvidos com tão lamentável ocorrência", ressalta.