De acordo com dados do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), divulgados em um balanço na tarde desta quarta-feira (11), mais de mil vítimas solicitaram à justiça medida protetiva durante o ano de 2022. As denúncias foram divididas entre urgências e investigações policiais.

Dentre as solicitações, 655 foram de urgência emitidas pelo plantão do DAGV. E outras 393 medidas cautelares foram solicitadas a partir de investigações, conduzidas pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).

A delegada Josefa Valéria ressalta que a medida protetiva é responsável por salvar a vida das mulheres vítimas de violência. “É o principal instrumento no combate ao feminicídio. Quando a vítima tem coragem de denunciar e recebe essa proteção, estamos evitando que mais feminicídios venham a ocorrer”, conta.

Ainda com dados do DAGV, em 2022 também foram registrados 2.231 boletins de ocorrência referentes a crimes praticados em razão de gênero. A Deam efetuou 28 prisões em flagrantes, com o auxílio da Polícia Militar, e cumpriu 12 mandados de prisão. Também foram instaurados 1.187 inquéritos policiais e a Deam remeteu 969 à Justiça.