A partir de investigações conduzidas pela Delegacia de Campo do Brito em parceria com os institutos Médico Legal (IML) e de Criminalística (IC), foi descoberta ossada humana em fevereiro deste ano. Além disso, foi constatado que o investigado gravou o momento do crime e que fotografava os vários estágios do processo de decomposição do corpo da vítima.

O criminoso foi preso na primeira fase da operação, em setembro. Nas novas investigações ele foi identificado como autor do homicídio, sendo emitido um novo mandado de prisão.

Através de exames antropológicos realizados pelo IML, foi identificado que a vítima se tratava de um homem desaparecido há mais de 10 meses.

Os aparelhos celulares aprendidos fizeram parte da investigação. “Com a extração dos dados contidos nos celulares, foram encontradas fotos do corpo em diferentes estágios de decomposição levando a crer que o indivíduo visitava o corpo da vítima”, afirma o delegado Murilo Gouveia.

“Além do vídeo do corpo sendo carbonizado, a gente encontrou fotografias também já deletadas em outros celulares desse mesmo corpo, quando ele já estava em avançado estado de putrefação. E também enviamos isso para autoridade policial”, informou o perito Jorge Barreto.

Histórico

Na primeira fase da Operação Caronte que ocorreu em setembro, foram presos três investigados. “Os três são investigados por tentativa de homicídio. No cumprimento das decisões judiciais, três pistolas, mais de 30 mil cigarros contrabandeados, veículos e diversos dispositivos móveis eletrônicos foram apreendidos”, detalhou.