Em 28 de novembro deste ano, Uilson de Sá da Silva, presidente da Associação de Catadores e Catadoras de Mangaba, foi encontrado sem vida dentro de casa, na zona sul de Aracaju. O corpo com sinais de violência e as mãos amarradas. Um mês após a morte, a causa ainda não foi divulgada.

Um relatório do Instituto Médico Legal (IML), que examinou o corpo, concluiu que a causa da morte foi enforcamento, mas não se sabe como aconteceu. Segundo a Polícia Civil, "as investigações seguem em andamento e os laudos periciais já foram emitidos à autoridade policial que está à frente do caso", pontua.

Ainda de acordo com a PC, "o inquérito policial está em fase final e o relatório sendo concluído pelo delegado Tarcísio Tenório, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Assim que o inquérito policial for encaminhado à Justiça, a Polícia Civil e a Perícia irão detalhar todo o procedimento investigativo acerca da morte do líder comunitário", explica.

Caso Uilson: amigos contam quem era o líder de comunidade extrativista

Uilson estava no Programa de Proteção a Defensores dos Direitos Humanos (PPDDH) há quatros anos e recebia acompanhamento individualizado por parte da polícia. Ele realizava um papel essencial na defesa da reserva extrativista das mangabeiras e era um religioso verbita, conhecido como missionário das obras.