"O que aconteceu foi uma tragédia", diz irmã de mulher morta durante discussão em bar na Orla de Atalaia
Caso aconteceu na madrugada da última sexta-feira (16)
redação Portal A8SE
Maria da Conceição, de 62 anos, é uma das vítimas que foi alvejada durante uma discussão em um estabelecimento comercial na Orla de Atalaia, em Aracaju. Após o ocorrido, a família pede por justiça.
A história aconteceu na madrugada da última sexta-feira (16). Maria da Conceição ajudava o filho, que é proprietário do espetinho, quando o policial Raul César Lucena Rocha chegou ao local, acompanhado de um amigo. Ele permaneceu no espaço, bebendo e conversando. No meio de uma discussão, Maria da Conceição é alvejada pelo militar, e ele também recebe tiros, o autor é o filho de Conceição, que está internado.
Polícia investiga briga que resultou na morte de policial e da mãe do proprietário de bar em Aracaju
A irmã de Conceição, que prefere não ser identificada, morava com a vítima. Com saudade e dor no peito, ela ainda não acredita na perda. "O que aconteceu foi uma tragédia. [...] Através da bebedeira, estraçalha a vida de uma família", narra.
A mulher lembra dos últimos momentos que viveu ao lado da irmã. "Na quinta foi aniversário do nosso irmão mais velho, ela mandou comprar um bolinho. A gente se reuniu para fazer a homenagem ao nosso irmão, passamos o dia juntas", recorda.
Nas imagens de câmera de segurança é possível ver que em certo momento, os envolvidos no caso dialogam, quando, de repente, o pm e o dono do estabelecimento iniciam o tiroteio. Conceição é a primeira atingida e cai na hora, infelizmente não sobrevive. O policial também é alvejado, no entanto, ainda sai andando com a arma em punho, porém, cai na calçada e lá permanece, também evoluindo a óbito.
A tia do proprietário não sabe especificar se ele tem a posse ou o porte de arma, ainda segundo ela, o estado de saúde dele é estável, mas a recuperação será lenta. "Ele também seria morto se não tivesse revidado", finaliza.
"Ele ficou insistindo para beber, meu sobrinho disse que não porque estava fechando, ainda ofereceu para ele [militar] levar a cerveja. Naquele momento, minha irmã pega a cerveja para ele ir embora, aí não sei o que aconteceu, ele saca a arma [...] ele usou a arma da corporação",
