Cinco testemunhas foram intimadas pela Polícia Rodoviária Federal a prestarem depoimento para um processo administrativo disciplinar da corporação que envolve a investigação da morte de Genivaldo de Jesus Santos durante abordagem da PRF em Umbaúba.

Entre os intimados, uma irmã e um sobrinho da vítima. Os depoimentos estão agendados para acontecer no próximo dia 27, na delegacia de Umbaúba.

Adiamento inquérito

Em junho, a Polícia Federal solicitou ao Ministério Público Federal de Sergipe a prorrogação do prazo final do inquérito que apura a morte de Genivaldo, o pedido foi atendido. As justificativas foram a conclusão de diligências, a apresentação do resultado das perícias, inclusive, o laudo necroscópico, pelo IML/SE.

O caso

Era quarta-feira, dia 25 de maio, quando Genivaldo pegou a motocicleta de um familiar e foi para casa, mas não chegou lá. No meio do percurso, ele foi abordado por uma equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) por não usar capacete.

Imobilizado, com mãos e pés amarrados, o homem foi colocado dentro do porta-malas da viatura. Lá, foi liberado gás lacrimogêneo, como aponta a perícia realizada posteriormente.

Nomes de policiais envolvidos em abordagem que vitimou Genivaldo são divulgados

Em vídeos gravados por populares é possível ver que ele se debate e tenta fugir do gás. Pessoas que estavam no local, gritavam "ele vai morrer". No entanto, a ação policial continuou. Em nota divulgada pela PRF/SE, na época, o órgão afirma que ele saiu com vida e passou mal no meio do trajeto à delegacia, quando foi conduzido para unidade hospitalar, porém, segundo familiares, ele já estava sem vida.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que Genivaldo morreu por asfixia e insuficiência respiratória.

Hoje, 25 de junho, o caso segue sem respostas. Os policiais envolvidos são investigados e respondem a um processo administrativo em liberdade.