Casal é preso durante operação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Sergipe
Um motorista também foi detido com dois tabletes de maconha.
Carolina de Morais, Portal A8SE
Nesta quarta-feira (29), um casal foi preso no Bairro Bugio, em Aracaju, durante uma operação de combate a organização criminosa especializada em tráfico de drogas, associação e lavagem de dinheiro. O grupo possui atuação no estado de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Sergipe.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os dois tinham mandados de prisão expedido pela Justiça de Minas Gerais. Na ação, um cão da Guarda Municipal localizou dois tabletes grandes de maconha dentro de um veículo. O proprietário do carro foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de entorpecentes.
A operação foi denominada 'Loki' em alusão ao deus da trapaça e disfarce na mitologia nórdica, conhecido por passar despercebido em meio às multidões. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão nas cidades de Paracatu, Uberlândia e Araguari, toas em Minas Gerais, Cristalina (GO) e Aracaju (SE), além do sequestro de oito automóveis utilizados para o tráfico de drogas e bloqueio de grande quantidade de dinheiro em diversas contas bancárias dos investigados.
Quadrilha nacional
As investigações apontam que os chefes da organização mantinham residência em Uberlândia e Sergipe, de onde enviavam grandes quantidades de drogas para as cidades mineira e adjacentes. Tudo através de um esquema de contratação de diversos motoristas, seguranças e batedores das cargas de entorpecentes, visando a ludibriar as fiscalizações da polícia ostensiva.
A quadrilha mantinha em sua estrutura gerentes, subgerentes e cobradores em cada cidade, objetivando manter a hegemonia e o poderio na mercancia de tóxicos nos municípios, com sistema regrado de contabilidade e entregas.
De acordo com o apurado no inquérito policial, ocorrido em Minas Gerais, foram encaminhados a cidade de Paracatu mais de 20 toneladas de entorpecentes provenientes do grupo criminoso nos últimos dois anos.
Com os lucros oriundos das práticas ilícitas, os investigados lavavam o dinheiro através de empresas de fachada e laranjas com residência em diversas cidades do país, demonstrando a complexidade da ocultação de patrimônio no esquema.
