Caso David Philip: julgamento de policial militar acusado de executar adolescente é adiado
Segundo advogado de defesa, uma das testemunhas do réu presente na abordagem não foi localizada.
Redação do Portal A8SE
O julgamento do policial militar acusado de executar David Philip, de 17 anos, em Nossa Senhora do Socorro foi adiado nesta quinta-feira (5). A nova data está marcada para ocorrer no dia 5 de setembro.
Segundo a defesa, uma das testemunhas do policial, que estava dentro da viatura no momento da abordagem, não foi localizada. Por esse motivo, a sessão do júri popular precisou ser suspensa.
"Houve uma falha do cartório na requisição dela. Essa não é uma estratégia de defesa", disse o advogado Aluísio Vasconcelos.
Entenda o caso
A abordagem policial ocorreu no dia 12 de março de 2014, no Conjunto Parque dos Faróis. Na época do crime, o jovem saiu da loja da mãe onde trabalhava e seguia como passageiro em uma moto para almoçar no restaurante da família, quando lembrou de pegar um perfume. Ao retornarem, uma viatura deu ordem de parada ao veículo, mas eles não escutaram.
O acusado, então, teria disparado um tiro na nuca da vítima, alegando que deu voz de prisão e ele apontou uma arma de fogo para as equipes. A família contesta essa versão.
"Nesse dia ele acordou muito cedo, me pediu a chave para abrir a loja e foi trabalhar. Depois disso eu só lembro da notícia, de que ele foi alvejado. Só lembro de pensar: 'Deve ter sido na perna, agentes são treinados', porquê ele também é filho de policial. Não teve fuga, só atiraram de dentro do carro mesmo", disse a mãe, Vanusa da Mota.
Ainda segundo ela, David Philip não resistiu à ordem policial e não tinha arma de fogo, mas tentaram implantar um revólver na cena do crime.
